terça-feira, 21 de novembro de 2017

A saída do poço não está no início, mas no fim – a ficha vai cair

Se alguém me perguntasse há alguns meses atrás o que eu pensava sobre o golpe aplicado pela quadrilha parlamentar, como segredou o senador Jucá com o Machado: “Com o Supremo, com tudo...”, contra a democracia brasileira, contra direitos do povo brasileiro, contra a soberania do Brasil em curso, não titubearia, e logo dispararia cobras, lagartos, asteriscos e tals sobre os traidores e os idiotas, que vestindo o uniforme da corrupta CBF e batendo panelas deram apoio ao golpe.


Industria naval - abortado submarino nuclear brasileiro
Quando do entendimento da engenharia do golpe que estava em curso, ainda em condição embrionária, amigos meus se tornaram, digamos, potenciais inimigos, por eu simplesmente alertar da trama, que hoje cristalina mostra que o que estava em curso não era o combate a corrupção, como pregado, mas o desmonte do Brasil, à entrega de empresas e recursos naturais estratégicos. Especialmente a Rede Globo de televisão, hoje sendo abastecida com polpudas verbas federais de publicidade, usou diuturnamente toda a sua grade jornalística para alardear as “criminosas” pedaladas fiscais do governo Dilma Rousseff, as quais há manifestação do MPF de que as tais pedaladas não configuram crime, tendo inclusive pedido o arquivamento. O povo, em especial os idiotas do baticum nas panelas, pegos na teia do imbecil conflito do Verde & Amarelo X Vermelho se deixou levar.


Arte simbolizando a entrega da Base de Alcântara
É possível que esse povo idiota ainda acredita que as pedaladas foram criminosas, e que inexiste no contexto do golpe a subtração de direitos do povo, em especial do povo trabalhador, agora sob o julgo de uma “moderna CLT”; o ataque vil a soberania militar, econômica e energética do Brasil que estava em curso de conquista. Afinal, foi a Globo, que no episódio da delação de propina Fifa/CBF/Rede Globo, investigou a si, deu o veredicto de inocente.


Execução do rei Luís XIV
Se me perguntarem hoje o que eu penso sobre os efeitos colaterais que começam a surgir pós-golpe jurídico-parlamentar aplicado para sustentação da maior fraude processual de impeachment de uma presidente eleita no voto, seguindo os preceitos da democracia responderei: Por enquanto ainda estamos em queda livre; estou torcendo para que cheguemos logo no fim do poço. Quem sabe assim, com o baque das costelas e crânios esmagados o povo não acorda para a luta, para o resgate das conquistas subtraídas. Foi assim na França em 1789. Aqui estamos em condição muito parecida... que chegue logo o fim do abismo, para assim, o povo, idêntico ao francês, ter um encontro com sua dignidade.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

No Brasil que bate recorde de safra de grãos o futuro desmaia de fome

O que está faltando para que o povo de: coxinhas, mortadelas e neutros da senzala Brasil se levante contra o açoite do chicote dos corruptos que ocuparam a casa grande Brasil, e que estão levando o país a aniquilar seu futuro? Que povo é esse meu Deus, que anestesiado assiste ao noticiário de que uma criança desmaiou de fome numa escola pública no coração do poder, a capital Brasília, o centro de localização do tripé constitucional: Executivo, Legislativo e Judiciário, e que restringe apenas comentar o resultado de seu time? Que covardia é essa escondida nas fervorosas e eloquentes discussões do conflito do Verde & Amarelo X Vermelho, enquanto crianças deste imenso e ainda rico Brasil varonil lutando pela libertária educação desmaiam de fome, enquanto malas de dinheiro de corruptos viajam em táxis madrugada afora, e outras tantas armazenadas em bunkers?

Crianças sem merenda em Humaitá-AM
Senti na pele e no estômago o que aconteceu com essa criança em Brasília, pois eu, quando criança, encontrava-me no que classificam hoje em condição de miséria. Tal situação fazia com que os coleguinhas tripudiassem de mim, da minha roupa puída; os “panos” no rosto, que para alguns era como se eu portasse lepra medieval...e o pior: também tinha uma professora de nome Doroti (essa mulher marcou minha vida. Lembro-me dela até hoje...) que violentava minha dignidade humana, meu direito de criança, e claro, minha condição de também vítima da corrupção que assassina futuro de gerações, e faz crianças desmaiarem de fome.

A tripudiação de ontem foi traduzida no bullying da atualidade, o que de certa forma, à época me levava a desanimar de ir à escola no subúrbio carioca: a escola estadual Antonio Maceo, em Parque Anchieta; o que me dava ânimo era a merenda: a preferida era macarronada com salsicha, mas até o encaroçado, mas abençoado tutu com ovo descia... Estudava em blocos de resto de material gráfico, que meu pai, à época compositor gráfico fazia em seus bicos nas gráficas cariocas, e quando desempregado, até papel de pão servia; no barraquinho de uma micro janela só, a escuridão para estudar era diminuída com a luz de uma vela. Hoje com meus 5.4, assistindo a esse assassinato do futuro lembrei até do perfume da merenda que me estimulava a enfrentar a turma e a Doroti. E fiquei a refletir: Se no centro rincão do país há criança desmaiando de fome na escola... como será que se encontram nossas crianças nas escolas do norte e nordeste brasileiro, nos povoados longínquos da Amazônia, nos sertões mineiro e baiano...

As malas e caixas do Gedel do PMDB-BA
Hoje, com comida em casa sei que o desânimo tem me tomado, levando-me à ter receio do futuro, pois vejo um povo apático ao cenário de caos que vem sendo construído pelos traidores da Pátria Brasil, que gargalham do idiota conflito do Verde & Amarelo X Vermelho, enquanto os traidores carregam malas de dinheiro, quiçá contêineres que mal fecham de tanto dinheiro subtraído do povo, do futuro da Nação.


No resumo geral, é fácil compreender como é mantido o bem-estar social das nações que vampirizam nossas empresas e recursos naturais estratégicos, enquanto nossas crianças desmaiam de fome buscando por seu futuro...

Fechando a compreensão, deixo uma tirinha retirada do livro: Manejo Ecológico de Pragas e Doenças, da doutora Ana Primavesi: “Pessoas subnutridas de mães subnutridas podem desenvolver cérebros 20% menores do que o comum. Isso significa incapacidade total de aprendizado. É a criação de mão-de-obra não qualificada, barata, pelo sistema de abelhas e formigas, que também criam suas operárias através de subnutrição”. 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

A quem interessa plantar o ódio e a intolerância que divide o Brasil?

Geral no Maracanã - Futebol, esporte popular
O futebol brasileiro que antes unia torcedores em paixões e risos estimulados em gozações inocentes, hoje divide torcidas em irracionais batalhas sangrentas. Bons tempos aqueles do mesclado espetáculo da geral, o futebol como esporte popular, com torcidas em mosaico de cores e escudos. A divisão no futebol na virada do século XXI pelo que observamos não foi suficiente. A prática religiosa que ontem emanava paz, hoje destila ódio e intolerância; sendo normal (?) disputas dentro de denominações comuns, protestantes ou não; disputas não pela misericórdia e o amor d’Ele, que pregava o amor e a tolerância, mas pelo poder simplista de dominação. Enquanto a disputa acirra, muitos estão deixando a paixão por seu time do coração, deixando de rir vitórias e derrotas; deixando a fé, tão importante na união de multidões nas religiões e denominações diversas. Liberdade religiosa só na vilipendiada Constituição Federal do Brasil.
Sem legenda - a imagem e a história fala por si
O povo, que ontem era unido por direito à cidadania e dignidade, em defesa do ambiente comum a todos, em defesa das crianças e dos idosos, hoje se encontra dividido; distinguidos na insana divisão: coxinha e “pão com mortadela. Coxinha, aliás, o verdadeiro coxinha, tem como carimbo oficial a fixação nas cores verde e amarelo, traduzido em um patriotismo idiota, que sequer o desperta para perceber o desmonte da Pátria em curso. O coxinha se diz em defesa das crianças, mas sequer percebe que ao seu redor há uma multidão de crianças famintas revirando lixões atrás da primeira refeição do dia no país mais rico da América Latina, um dos mais ricos do mundo; e não faz tanto tempo O Brasil alcançava o patamar de 6ª economia do planeta ultrapassando o Reino Unido. Coxinha infla o peito para criticar o bolsa família, dizendo que pobre não precisa de peixe, mas sim de vara para pescar, mas sequer sussurra contrariedade ao “bolsa moradia”, e mais recentemente o “bolsa mudança”, além de outras “bolsas” de garantias para ultrapassar o teto constitucional a membros do judiciário e ministérios públicos. Vive na seletividade do ódio. Ódio ao “pão com mortadela” e as bandeiras que esse defende.
A lenda - a qual espero sem des-arranjo de "governabilidade"
O pão com mortadela, em sua imensa maioria se sente feliz por não ser coxinha, fortalecendo a divisão imposta pelo poder oculto, o Sistema dominante, que trabalha essa divisão desde a criação do futebol de torcidas, das divisões religiosas. O pão com mortadela ama ser identificado como o rebelde visionário, o esquerda, mas quando a esquerda chega ao poder esquece do papel de se manter à esquerda, vigilante ao governo, pois mesmo que esse tenha sido eleito com bandeiras consideradas esquerdas, muitos as esquecem na subida da rampa do poder, no frágil discurso de assegurar a governabilidade.
Pão com mortadela e coxinha não podem esquecer que povo, no conceito da democracia global vigente vai ser sempre povo, e governo, sempre governo à serviço daqueles que o financia; cabendo unicamente ao povo, mesmo dividido nesse conceito, apenas a homologação da maldade governamental por meio do voto, ou seja, atesta por meio de seu voto as maldades praticadas contra si... O pão com mortadela e o coxinha deviam buscar abandonar as diferenças de certa forma fabricadas, e trabalhar a conscientização; principalmente dos desgarrados dessa insana disputa. Não na imposição, mas com exemplos que borbulham incessantemente no caldeirão dos divididos, afinal, ambos são devorados pelo Sistema que divide e domina.
Coxinha e pão com mortadela deviam se auto perguntar: A quem interessa a divisão do povo brasileiro? O pivô do fortalecimento dessa divisão, tanto em torcidas de futebol como simplesmente do povo brasileiro é a grande mídia. Disso não há dúvidas. Ontem o pão com mortadela tirou o óculo Globo; hoje quem tira esse óculo é o coxinha. Todos aparentemente parecem unidos na #GloboLixo. Aliás, ambos devem buscar se conscientizar que a grande mídia não trabalha com a verdade, mas somente na manipulação da realidade, ultimamente focada na divisão do povo. Por exemplo: em vez de identificar os sujeitos, quando abordam questões tipo: padre ou pastor pedófilo, ladrão, personificam a religião ou denominação pois assim agudam a divisão. Foi o que fizeram com o futebol. A corrupção que ontem era tratada como escândalo, hoje, com raríssimas exceções, é lançada não como informação repugnante, mas como uma simples receita de bolo, banalizando o que já foi de certa forma raro antes, principalmente com relação ao volume das cifras roubadas da Pátria, de seu povo. A grande mídia quando noticia simplesmente e propositalmente a quebra de imagens religiosas chuta para longe a liberdade religiosa, acentuando à divisão, principalmente dos mais humildes, vítimas de frente do ódio e da intolerância, enquanto todos são roubados no mais essencial: A dignidade da pessoa humana como princípio absoluto, assegurado no Artigo 5° da Constituição federal do Brasil.
Nióbio -escondem sua existência igual o petróleo do passado
O Brasil de ontem, no qual se duvidou à existência de petróleo na camada abaixo do pré-sal, vai sendo roubado exatamente por aqueles que desdenhavam a existência desse petróleo. Estão levando empresas e recursos estratégicos do povo. E não vão parar no petróleo, nas empresas estratégicas como a Eletrobrás, nossos aeroportos e portos. Em breve desnacionalizarão as jazidas de nióbio. Não divulgam, mas o Brasil possui 98% das jazidas de nióbio do mundo. Não fosse esse precioso elemento a indústria aeroespacial, bélica, nuclear e outras não avançariam, a conquista do espaço se restringiria a HQ de Flash Gordon.

É preciso mais do que nunca de União. Enquanto brigamos pelas ideias fabricadas para dividir o povo, lembre-se: coxinha e pão com mortadela são alimentos baratos devorados pelo Sistema capitalista que tem como oxigênio ideias fascistas, combustível para o pensamento homogêneo, espelho da sociedade de consumo, já que as diferenças só são admitidas se puder ser transformada em mercadoria. No momento, como alerta a canção, a carne mais barata no mercado é a carne do trabalhador

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Brasil – um banquete de ratos servido pela alienação e a estupidez de um povo dividido


A maioria das tragédias da humanidade são alimentadas não só pelo silêncio de uma maioria, mas essencialmente pela cegueira raivosa de uma minoria que domina aos berros da intolerância, externando ódio ao contraditório, ao livre pensar, às individualidades: Não pode isso! Não pode aquilo! Sepultemos o politicamente correto! Essa minoria pisa na grama; arranca flores e gritos da maioria que sequer mais sussurra. Olha o homem nu! Que absurdo! Cuidado menina e menino! Não passe por baixo do arco-íris! E a raiva vai  atropelando costumes, culturas, pessoas, em nome de valores (?) que levaram vidas, arte e conhecimento às fogueiras inquisidoras do século XII. Aqui no Brasil do século XXI vai destruindo as chances de se obter soberania, principalmente no que tange a economia, tão essencial à igualdade de oportunidades. Dividido, cego e silenciado se encontra o povo brasileiro, enquanto traidores roubam de gerações o futuro no presente. 
Localização do pré-sal - para noção da conquista
Quando falamos do Brasil, pode ser em Marte, Vênus, Afeganistão, Curdistão, ou qualquer canto da galáxia logo vêm à lembrança um país rico. Aliás, muito rico. Muitíssimo rico! Com florestas ricas em biodiversidades, minerais estratégicos, terra fértil e potencial hídrico capaz de saciar a fome e a sede do planeta, e claro, o petróleo do pré-sal que traidores eternos da Pátria diziam ser mentira da esquerda, como disseram nos anos 30 de José Bento Monteiro Lobato, o qual via na pesquisa e exploração do petróleo a independência social e econômica do Brasil. Mas como na época de Lobato, traidores continuam atentando contra a soberania do Brasil. O Leilão do petróleo do pré-sal, é certamente o maior assalto que praticarão contra o povo brasileiro, ultrapassando a simulada descoberta.  
Contrariando aqueles que buscaram a todo momento negar sua existência, a exploração de petróleo do pré-sal hoje já ultrapassa o da camada do pós-sal. Estudos sinalizam que o petróleo do pré-sal coloca o Brasil como dono da 3ª maior reserva do mundo. O que isso significa? Ora, pense em Dubai, que jamais entraria sequer no papel se não fosse o petróleo. Os traidores da Pátria que ontem negaram a existência, hoje defendem a entrega, a exploração econômica do petróleo do povo brasileiro por empresas estrangeiras. Anos e anos de pesquisas e de excelência em exploração de petróleo em águas profundas entregue aos patrões dos traidores do povo brasileiro, que por meio de financiamento de campanhas se tornaram donos da “demora$$ia” que sempre atentou contra a soberania do Brasil em todas as áreas. Um exemplo nefasto do que essa “demora$$ia” causa foi o assassinato do Rio Doce.
Não existisse petróleo, não existiria Dubai

Amanhã, daqui há pouco a tragédia do rio doce completará dois anos, e o que ocorreu com os responsáveis por tamanho crime? Será que alguém foi preso? Multas! Qual o valor estipulado? Pagaram? Os únicos presos pelo assassinato do Rio Doce, foram os mortos e os desaparecidos. A única multa quem sofreu e sofre foi o ambiente, o povo, a fauna em geral. Já a empresa, essa conta com defensores de peso e prestígio que pelo visto só lamentam a perda de tributos, buscando por meio de influências outorgadas pelo povo via a “demora$$ia” deles, a reativação o quanto antes das ações de mineração da Samarco; colocando-nos como eternos reféns de commodities, meros quintais de exploração de recursos estratégico, sem avaliação dos danos ambientais.

O assassinato do rio Doce ocorrido em 05/11//2017
Mas tranquilo. O povo está preocupado com outras coisas mais importantes. Sequer deseja saber qual a finalidade que os traidores darão a mixaria de 7,75 bilhões (não vou dizer que é para amortizar os juros da Dívida Pública que se recusam a auditá-la fazendo cumprir a Constituição) com a venda dos lotes do petróleo pré-sal; o “framengo” vai ganhar a Sul-Americana e o “curíntia” o Brasileirão. Domingo tem praia pela manhã e culto na igreja à noite; o tema vai ser a família. Por que se preocupar? O pastor diz que no dia do Juízo Final todos prestarão conta de seus atos. A gente sofre na vida material, mas quando morrermos subiremos ao paraíso... interessante é que ninguém deseja adiantar essa passagem, ou seja, atravessar o Aqueronte. Contudo, pra vocês, raivosos e silenciados, deixo uma tirinha da oportuna letra da canção As Caravanas, de Chico Buarque: Filha do medo, a raiva é a mãe da covardia.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O Brasil no show de Trumam - sabotado desde o descobrimento (?)

A Fuga de Dom João VI
Toda a história do Brasil, desde, talvez a falsa descoberta por Pedro Alvares Cabral, as vezes me leva a imaginar que os exploradores do mundo, ou melhor, aqueles que se acham donos, e talvez sejam, têm acesso ao futuro, e fizeram e fazem de tudo para que o Brasil, com dimensão continental não dê certo, pelo menos para os próximos 50 anos, ou quem sabe, até que se tenha certeza de um novo planeta no espaço sideral, com condições de garantia da vida semelhante à do planeta Terra. Vejo sabotagem contra o Brasil desde a fuga de dom João VI do exército de Napoleão. A maioria talvez não saiba, mas o Brasil foi a única colônia na qual o colonizador se instalou. Daí, considerando o poder militar de Napoleão à época, até o brasileirinho que ainda está porvir, saberá que a coroa inglesa cobrou alto valor para dar garantias à fuga da família real portuguesa.

José Bento Monteiro Lobato
Aqui já disseram que não tinha petróleo. Isso mesmo! E ai daquele que ousassem apenas sussurrar de que aqui existisse petróleo; era perseguido, preso. O Monteiro Lobato, aquele que a mídia traidora do povo brasileiro só apresenta como o velhinho de sobrancelhas grossas e coladas, com bigode Chaplin não era só Sítio do Picapau Amarelo, de Pedrinho e Narizinho. Inspirado no que viu quando nomeado por Washington Luís a exercer a função de adido comercial, nos EUA, José Bento Monteiro Lobato, com a certeza de que o sonho americano era materializado por meio de investimentos na extração de petróleo, foi um dos principais brasileiros a investir na extração de petróleo em solo brasileiro. Ele defendia a nacionalização do petróleo, como garantia de melhoria na qualidade de vida do povo brasileiro. Mas havia muitos interesses externos para sabotar qualquer intenção do Brasil vir a nacionalizar seu petróleo.

Junta Governativa
O sucessor de Washington Luís derrubado antes de terminar o mandato pela “junta governativa provisória” (bonito nome para um golpe militar), seria Júlio Prestes, que também tinha inspiração sobre o poder de transformação do petróleo, ao contrário de Getúlio Vargas que sucede a junta governativa. Esse passa a perseguir as ideias de Monteiro Lobato, que retorna ao Brasil em 1931, passando a defender investimento em petróleo, ferro e infraestrutura. Lobato cria a Companhia Petróleos do Brasil; criando com o sucesso dessa, mais quatro companhias: Companhia de Petróleo Nacional, Companhia de Petrolífera Brasileira, Companhia de Petróleo cruzeiro do Sul e Companhia Mato-grossense de Petróleo, com essa pretendendo explorar petróleo na fronteira com a Bolívia que já havia encontrado petróleo em seu território. E o governo getulista com apoio de empresários brasileiros afirmando o contrário, com a absurda sustentação de que se houvesse petróleo em solo brasileiro, esse já estaria sendo explorado por empresas americanas, desconsiderando à inexistência de capital nacional necessário para as pesquisas em campo.

Lobato empregava técnicos americanos em suas empresas, pois o Brasil à época não contava, com mão de obra especializada na prospecção e exploração de petróleo. Face às percepções de sabotagens em suas empresas, essas feitas por órgãos governamentais, Lobato começa a suspeitar de que os americanos já trabalhavam o mapeamento das áreas petrolíferas. Denunciando em carta suas suspeitas ao então omisso presidente Getúlio Vargas. Diante da omissão de Vargas, Lobato pública o livro “A Luta Pelo Petróleo”, denunciando o Serviço Geológico Nacional, órgão oficial encarregado das pesquisas.

Lobato incomodava tanto a ação sigilosa de grupos estrangeiros que agiam nas sombras, quanto do governo federal, que em 1936 interdita uma de suas sondas. Lobato não recua, e encontra gás a 250 metros de profundidade em Alagoas. Nesse mesmo ano publica o livro “O escândalo do Petróleo”. No livro que teve três edições esgotadas, ele denunciava dois técnicos estrangeiros, que vendiam informações a empresas estrangeiras sobre o subsolo brasileiro. Em 1937 o livro é censurado pela ditadura Vargas, e perseverante, Monteiro Lobato lança mais um livro sobre o assunto dando uma aula de geologia às crianças: O Poço do Visconde.

Getúlio e o petróleo brasileiro
Em 1938 o governo Vargas encontra petróleo na Bahia. No ano seguinte Getúlio cria o Conselho Nacional de Petróleo (CNP), primeira iniciativa para regular as pesquisas e exploração; até então existia disputa entre empresários (Monteiro Lobato e empresa estrangeiras) e os agora ideais getulistas sobre o petróleo. Uma alteração de última hora (certamente estratégica), altera o projeto de lei do CNP, passando a considerar da União, ou seja, do povo brasileiro todas as jazidas de petróleo em solo brasileiro, inclusive as não encontradas. Em 1941 Lobato envia carta ao presidente Getúlio Vargas fazendo duras críticas à política de exploração de petróleo, e acaba sendo preso pelo general Horta Barbosa, que mais tarde, já no entreguista governo Dutra que defendia uma política econômica liberal, torna-se líder da campanha “O Petróleo é Nosso! ”. Pela carta Lobato foi condenando a seis meses de prisão sem banho de sol. Desses cumpriu três recebendo indulto do presidente Vargas.

E hoje, nos, o povo, que ainda pisamos sobre tanta riqueza, assistimos nos manipulados meios de comunicações, os quais a maioria faz uso de concessão pública para trair, nos, o povo, um “des-governo”, que não foi eleito com as propostas econômicas e de Reformas em curso, promovendo inclusive o desmonte de empresas estratégicas, entregando recursos naturais estratégicos a sanha do capital estrangeiro, em detrimento do interesse nacional. Um governo com 3% de aprovação só deveria ter uma opção: retirar-se de cena, para que o Brasil se volte para seu povo, roubado desde a sabotagem do descobrimento.

Enfim, por uma Petrobrás fortemente brasileira, fora Shell! Fora Exxon! Fora Total! Fora todos os vampiros e traidores do Brasil! O Petróleo pertence ao povo brasileiro, e para ele se destinará sua riqueza.

"O petróleo é o sangue da terra, é a alma da indústria moderna, é a soberania é a dominação; tê-lo é abrir todas as portas; não tê-lo é ser escravo, daí a fúria do mundo moderno na luta pelo petróleo". (Monteiro Lobato)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Brasil, um país virado ao avesso por uma minoria de patifes, por conta de uma maioria tola dividida

O Brasil passa por tempos sombrios. De um lado um povo dividido entre coxinhas e pães com mortadela; em ambos os grupos a maioria vai seguindo feito boiada em estouro a cada intervalo plim-plim em direção ao abismo da estupidez sem identificar os motivos da divisão plantada nos meios de comunicações; do outro lado, uma dúzia de inimigos, vendilhões das garantias de gerações porvir. Uma quadrilha de traidores, que zomba, escarra e sabota um povo dividido; por isso que eles, os patifes parecem um exército. Traidores que passaram os últimos 15 anos hibernando a trama de sequestro do poder, para transforma este gigante Brasil em mero quintal dos vampiros estrangeiros, arquitetando, primeiramente, a divisão do povo.

Queer Museu Santander
Que fenômeno é esse? Uma simples exposição de arte vira batalha campal, aumentando a separação de brasileiros, como se não bastassem as duplas cidadanias, considerando, que sequer, a maioria consegue exercer plenamente uma cidadania. Povo que se fixa na devastação do furacão Irma, lá no extremo do continente, mas que não se dá conta do desmonte de empresas e das devastações de recursos naturais estratégicos incluso na ordem do dia pelos vendilhões traidores da Pátria, muito antes do golpe que tombou a democracia brasileira. Enquanto o povo estupidamente se digladia em situações, em que maioria dos conflitos diz respeito a foro íntimo, ao direito às individualidades, por exemplo à arte e a cultura, eles, os traidores, infiltrados nas estruturas de poder desfilam malas que sequer fecham de tanto dinheiro roubado, enquanto o povo, a vítima da patifaria, faz piada de sua tragédia.
A letargia é tamanha, que o povo em vez de sair às ruas, faz até aposta de quem será o ministro sorteado pela Suprema Corte para relatar processos escabrosos; como se adivinhando o resultado, colocando em dúvida a lisura sobre o Poder que deveria ser anteparo da esperança daqueles com fome e sede de justiça, em especial os mais humildes, os sem tostões, que estupefatos veem em liberdade os que roubam milhões. Milhões da merenda de crianças, da saúde, da educação, enquanto que o Zé, o das couves, aquele que furtou a bicicleta sem freio foi assassinado na rebelião.
Indios flecheiros
Que calmante é esse que faz um povo criativo tornar-se apático a crueza da realidade? Informações de dizimo de uma comunidade de índios isolados sequer são abordadas no bate-papos digitais, mas todos inflam os pulmões para dizer que são a favor da defesa da Amazônia; tanto coxinhas como pães com mortadela. É possível que muitos brasileiros sequer saibam do extermínio dos índios flecheiros. Interessante é que argumentam a defesa da Amazônia, no caso da RENCA, sem fazer reflexão de minerais estratégicos à Nação. Foram anos e anos de pesquisas; estas, podemos acreditar, com tudo catalogado; e agora segue à rapinagem estrangeira.
Curumim
As vezes fico buscando em meus monólogos com perguntas e respostas melhor compreensão desses sombrios tempos que estamos passando, desse Brasil ao avesso, o qual reforça a reflexão de Ruy Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.". O que de fato passa na cabeça do povo brasileiro, que o deixa anestésico à realidade? Como a retórica religiosa raivosa, a qual percebe-se, está nos levando a condições fundamentalista, vem fincando raízes na outrora diversidade religiosa, afinal, aqui é Brasil, caldeirão de raças, culturas, religiões e crenças? Como? Olhamos a vizinha Venezuela pela janela do sistema que nos devora, mas sequer olhamos o Brasil, nosso chão.

Tem momentos que seria interessante e até saudável, ver o povo orbitando no umbigo coletivo, porém, claro, respeitando as individualidades. Afinal até gêmeos são diferentes.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A destruição da Amazônia - o assalto a humanidade

O governo de Michel Temer, que dizem por aí contar com 5% de apoio, além da venda de empresas nacionais estratégicas para o capital estrangeiro, por exemplo, a Eletrobras, vai rasgar a Amazônia brasileira à exploração de mineração privada. Trata-se da Reserva Nacional de Cobre e Seus Associados (RENCA). A área do ataque ao patrimônio natural da humanidade tem tamanho aproximado de 46.000km², e fica localizada entre os estados do Pará e Amapá. A RENCA foi criada no governo militar, que determinava que somente a empresa pública, Companhia de Pesquisa e de Recursos Minerais (CPRM), pertencente ao Ministério de Minas e Energia podia fazer pesquisa geológica para avaliar as ocorrências de minérios na área. Liberada a área pelo decreto, o próximo passo será o leilão.


A traição do governo tampão ao ambiente brasileiro, composto por inúmeros investigados em corrupções diversas, inclusive pela bancada ruralista, publicamente declarada inimiga de reservas aos ameríndios, não para só no decreto. Cinco meses antes do anúncio oficial, segundo a BBC o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, filho do senador Fernando Bezerra (PSB), esse, alvo da Operação Lava Jato; em evento a empresários no Canadá anunciou que a área de preservação amazônica seria extinta, e a exploração seria leiloada entre empresas privadas. Segundo a pasta, esta foi a primeira vez nos últimos 15 anos que um ministro de Minas e Energia participava do evento. Trinta e três anos de pesquisas.... Quais ocorrências minerais foram registradas nessas três décadas? O povo não é tolo, imaginar que as pesquisas estão protegidas em sigilo.
Não é só uma lasca do patrimônio mundial da humanidade que estão leiloando a predadores privados, mas o futuro de gerações, ou melhor, a garantia de sustentabilidade de gerações porvir. Estão abrindo a porta para destruição da Amazônia. E paralela a destruição, o desmonte dos órgãos de fiscalização e controle, sob a irresponsável falácia de redução do Estado.


O povo brasileiro precisa compreender a destruição do patrimônio nacional em curso, o desmonte da Nação. Um governo tampão, com suspeitos 5% de aprovação, com boa parte de seus integrantes alvos de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) não pode se apropriar do patrimônio de todos, e negociar, como se fosse negócio de família. É a soberania do Brasil que está em jogo. E se tratando da Amazônia, são vidas que estão em risco, para que uma minoria tenha lucro sobre o patrimônio de todos, inclusive daqueles que nem nasceram ainda. Empresas que participam da receptação desse importante patrimônio devem ter seus produtos boicotados, não só por brasileiros, mas globalmente, afinal, não fosse o receptador o ladrão jamais existiria.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Um diálogo, infelizmente comum, num canto qualquer do roubado Brasil

Era madrugada escura quando saí de casa a pé atrás de trabalho. O dinheiro do ônibus que era só de ida, deixei para que meus pequeninos pudessem ao menos comer um pão seco de desjejum.... Não sei mais o que fazer. Estou com muita fome e não consigo emprego. Só peço um trocado para comer um pão, um salgadinho qualquer, para eu conseguir força e arrumar, nem que seja um biscate rápido, para que eu possa retornar com pelo menos um punhado de arroz e fubá. Lá em casa a situação é de desespero. As latas de comidas estão todas vazias. O aluguel atrasado; luz e água ainda tenho por piedade de um vizinho, que permitiu um gato na sua rede, e a noite cede uma mangueira de água... Por favor, qualquer trocado, na condição que me encontro será um milhão; juro que não é para comprar “pedra”, é fome mesmo moço. Em outras épocas eu teria muita vergonha de pedir dinheiro nas ruas a estranhos, mas a fome é de doer. Minhas pernas estão fracas, e sinto meu estômago se comprimindo, tamanha é a minha fome. Ontem eu deixei de jantar, pois faltaria para minha família... Moço, por amor ao nosso Senhor Jesus Cristo o senhor pode me ajudar? Qualquer trocadinho...
Criança Morta-Portinari


- Gostaria muito de lhe ajudar, mas estamos, infelizmente, na mesma condição: a de vítimas da corrupção que vai sangrando o Brasil, a qual vai seguindo em efeito dominó, atingindo nossas crianças, assassinando o futuro no presente. E pelo que observamos nenhum poder consegue ter força suficiente para dar um basta. Cheguei a pensar naquele magistrado que quando iniciou a carreira parecia desejar mudar o mundo, este estado de aberrações. Aquele! O senhor lembra? Estava sempre dando entrevista, saciando a sede e a fome dos famintos por justiça, dizendo defender o Estado Democrático de Direito; eu cheguei acreditar nele, mas ele se calou quando o colega que atuava na mesma vara foi aposentado compulsoriamente por suspeita de desvio de conduta. Parece que vendia sentenças.... Queria muito lhe ajudar, mas sequer consigo lhe dar ao menos esperança. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Fragmentos

Tinha tempo que eu não escrevia, mas quanto mais nos silenciamos, no meu caso, deixo de escrever, mais a robotizada sociedade vai nos afogando no escarro da mediocridade. Vamos ao ajuntar de letras:

Tempos atrás, duas matérias divulgadas em emissora de TV aqui no estado do Espírito Santo levaram-me a refletir sobre esses novos tempos. Uma, tratou de um recém-nascido abandonado ao relento ainda com indícios de que o cordão umbilical tinha sido cortado recente, na outra, as modas pet, mostrando um cachorrinho de sapatinho, roupinha e acessórios. Nada contra quem gosta dos animaizinhos, eu também gosto. Lembro-me até hoje do Tiquinho, meu primeiro cãozinho. Mas que sociedade é essa que abandona crianças e adota cãezinhos e gatinhos?


Caminho para os meus 5.4, e na minha época de criança no subúrbio carioca ouvia dizer, que nós, as crianças, erámos a garantia de futuro da Nação e cachorro era cachorro e gato era gato. Não se via notícias sobre crianças abandonadas a própria sorte, principalmente no período de frio; quando se deram as matérias. Será que a raça humana está condenada à extinção, e que o futuro da Nação será os auaus e os miaus?

Do jeito que caminhamos, pode ser que em breve veremos crianças, como cantava Eduardo Dusek, querendo levar uma vida de cão. Com garotinhos que gostariam ter nascidos Pastor-alemão. Contudo, acredito ainda no poder de reação da sociedade: “Sejamos mais humano, e menos caninos. Vamos dar guarita ao cachorro, mas também para o menino. Caso contrário, podemos um dia acordar latindo”.