sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O Brasil no show de Trumam - sabotado desde o descobrimento (?)

A Fuga de Dom João VI
Toda a história do Brasil, desde, talvez a falsa descoberta por Pedro Alvares Cabral, as vezes me leva a imaginar que os exploradores do mundo, ou melhor, aqueles que se acham donos, e talvez sejam, têm acesso ao futuro, e fizeram e fazem de tudo para que o Brasil, com dimensão continental não dê certo, pelo menos para os próximos 50 anos, ou quem sabe, até que se tenha certeza de um novo planeta no espaço sideral, com condições de garantia da vida semelhante à do planeta Terra. Vejo sabotagem contra o Brasil desde a fuga de dom João VI do exército de Napoleão. A maioria talvez não saiba, mas o Brasil foi a única colônia na qual o colonizador se instalou. Daí, considerando o poder militar de Napoleão à época, até o brasileirinho que ainda está porvir, saberá que a coroa inglesa cobrou alto valor para dar garantias à fuga da família real portuguesa.

José Bento Monteiro Lobato
Aqui já disseram que não tinha petróleo. Isso mesmo! E ai daquele que ousassem apenas sussurrar de que aqui existisse petróleo; era perseguido, preso. O Monteiro Lobato, aquele que a mídia traidora do povo brasileiro só apresenta como o velhinho de sobrancelhas grossas e coladas, com bigode Chaplin não era só Sítio do Picapau Amarelo, de Pedrinho e Narizinho. Inspirado no que viu quando nomeado por Washington Luís a exercer a função de adido comercial, nos EUA, José Bento Monteiro Lobato, com a certeza de que o sonho americano era materializado por meio de investimentos na extração de petróleo, foi um dos principais brasileiros a investir na extração de petróleo em solo brasileiro. Ele defendia a nacionalização do petróleo, como garantia de melhoria na qualidade de vida do povo brasileiro. Mas havia muitos interesses externos para sabotar qualquer intenção do Brasil vir a nacionalizar seu petróleo.

Junta Governativa
O sucessor de Washington Luís derrubado antes de terminar o mandato pela “junta governativa provisória” (bonito nome para um golpe militar), seria Júlio Prestes, que também tinha inspiração sobre o poder de transformação do petróleo, ao contrário de Getúlio Vargas que sucede a junta governativa. Esse passa a perseguir as ideias de Monteiro Lobato, que retorna ao Brasil em 1931, passando a defender investimento em petróleo, ferro e infraestrutura. Lobato cria a Companhia Petróleos do Brasil; criando com o sucesso dessa, mais quatro companhias: Companhia de Petróleo Nacional, Companhia de Petrolífera Brasileira, Companhia de Petróleo cruzeiro do Sul e Companhia Mato-grossense de Petróleo, com essa pretendendo explorar petróleo na fronteira com a Bolívia que já havia encontrado petróleo em seu território. E o governo getulista com apoio de empresários brasileiros afirmando o contrário, com a absurda sustentação de que se houvesse petróleo em solo brasileiro, esse já estaria sendo explorado por empresas americanas, desconsiderando à inexistência de capital nacional necessário para as pesquisas em campo.

Lobato empregava técnicos americanos em suas empresas, pois o Brasil à época não contava, com mão de obra especializada na prospecção e exploração de petróleo. Face às percepções de sabotagens em suas empresas, essas feitas por órgãos governamentais, Lobato começa a suspeitar de que os americanos já trabalhavam o mapeamento das áreas petrolíferas. Denunciando em carta suas suspeitas ao então omisso presidente Getúlio Vargas. Diante da omissão de Vargas, Lobato pública o livro “A Luta Pelo Petróleo”, denunciando o Serviço Geológico Nacional, órgão oficial encarregado das pesquisas.

Lobato incomodava tanto a ação sigilosa de grupos estrangeiros que agiam nas sombras, quanto do governo federal, que em 1936 interdita uma de suas sondas. Lobato não recua, e encontra gás a 250 metros de profundidade em Alagoas. Nesse mesmo ano publica o livro “O escândalo do Petróleo”. No livro que teve três edições esgotadas, ele denunciava dois técnicos estrangeiros, que vendiam informações a empresas estrangeiras sobre o subsolo brasileiro. Em 1937 o livro é censurado pela ditadura Vargas, e perseverante, Monteiro Lobato lança mais um livro sobre o assunto dando uma aula de geologia às crianças: O Poço do Visconde.

Getúlio e o petróleo brasileiro
Em 1938 o governo Vargas encontra petróleo na Bahia. No ano seguinte Getúlio cria o Conselho Nacional de Petróleo (CNP), primeira iniciativa para regular as pesquisas e exploração; até então existia disputa entre empresários (Monteiro Lobato e empresa estrangeiras) e os agora ideais getulistas sobre o petróleo. Uma alteração de última hora (certamente estratégica), altera o projeto de lei do CNP, passando a considerar da União, ou seja, do povo brasileiro todas as jazidas de petróleo em solo brasileiro, inclusive as não encontradas. Em 1941 Lobato envia carta ao presidente Getúlio Vargas fazendo duras críticas à política de exploração de petróleo, e acaba sendo preso pelo general Horta Barbosa, que mais tarde, já no entreguista governo Dutra que defendia uma política econômica liberal, torna-se líder da campanha “O Petróleo é Nosso! ”. Pela carta Lobato foi condenando a seis meses de prisão sem banho de sol. Desses cumpriu três recebendo indulto do presidente Vargas.

E hoje, nos, o povo, que ainda pisamos sobre tanta riqueza, assistimos nos manipulados meios de comunicações, os quais a maioria faz uso de concessão pública para trair, nos, o povo, um “des-governo”, que não foi eleito com as propostas econômicas e de Reformas em curso, promovendo inclusive o desmonte de empresas estratégicas, entregando recursos naturais estratégicos a sanha do capital estrangeiro, em detrimento do interesse nacional. Um governo com 3% de aprovação só deveria ter uma opção: retirar-se de cena, para que o Brasil se volte para seu povo, roubado desde a sabotagem do descobrimento.

Enfim, por uma Petrobrás fortemente brasileira, fora Shell! Fora Exxon! Fora Total! Fora todos os vampiros e traidores do Brasil! O Petróleo pertence ao povo brasileiro, e para ele se destinará sua riqueza.

"O petróleo é o sangue da terra, é a alma da indústria moderna, é a soberania é a dominação; tê-lo é abrir todas as portas; não tê-lo é ser escravo, daí a fúria do mundo moderno na luta pelo petróleo". (Monteiro Lobato)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Brasil, um país virado ao avesso por uma minoria de patifes, por conta de uma maioria tola dividida

O Brasil passa por tempos sombrios. De um lado um povo dividido entre coxinhas e pães com mortadela; em ambos os grupos a maioria vai seguindo feito boiada em estouro a cada intervalo plim-plim em direção ao abismo da estupidez sem identificar os motivos da divisão plantada nos meios de comunicações; do outro lado, uma dúzia de inimigos, vendilhões das garantias de gerações porvir. Uma quadrilha de traidores, que zomba, escarra e sabota um povo dividido; por isso que eles, os patifes parecem um exército. Traidores que passaram os últimos 15 anos hibernando a trama de sequestro do poder, para transforma este gigante Brasil em mero quintal dos vampiros estrangeiros, arquitetando, primeiramente, a divisão do povo.

Queer Museu Santander
Que fenômeno é esse? Uma simples exposição de arte vira batalha campal, aumentando a separação de brasileiros, como se não bastassem as duplas cidadanias, considerando, que sequer, a maioria consegue exercer plenamente uma cidadania. Povo que se fixa na devastação do furacão Irma, lá no extremo do continente, mas que não se dá conta do desmonte de empresas e das devastações de recursos naturais estratégicos incluso na ordem do dia pelos vendilhões traidores da Pátria, muito antes do golpe que tombou a democracia brasileira. Enquanto o povo estupidamente se digladia em situações, em que maioria dos conflitos diz respeito a foro íntimo, ao direito às individualidades, por exemplo à arte e a cultura, eles, os traidores, infiltrados nas estruturas de poder desfilam malas que sequer fecham de tanto dinheiro roubado, enquanto o povo, a vítima da patifaria, faz piada de sua tragédia.
A letargia é tamanha, que o povo em vez de sair às ruas, faz até aposta de quem será o ministro sorteado pela Suprema Corte para relatar processos escabrosos; como se adivinhando o resultado, colocando em dúvida a lisura sobre o Poder que deveria ser anteparo da esperança daqueles com fome e sede de justiça, em especial os mais humildes, os sem tostões, que estupefatos veem em liberdade os que roubam milhões. Milhões da merenda de crianças, da saúde, da educação, enquanto que o Zé, o das couves, aquele que furtou a bicicleta sem freio foi assassinado na rebelião.
Indios flecheiros
Que calmante é esse que faz um povo criativo tornar-se apático a crueza da realidade? Informações de dizimo de uma comunidade de índios isolados sequer são abordadas no bate-papos digitais, mas todos inflam os pulmões para dizer que são a favor da defesa da Amazônia; tanto coxinhas como pães com mortadela. É possível que muitos brasileiros sequer saibam do extermínio dos índios flecheiros. Interessante é que argumentam a defesa da Amazônia, no caso da RENCA, sem fazer reflexão de minerais estratégicos à Nação. Foram anos e anos de pesquisas; estas, podemos acreditar, com tudo catalogado; e agora segue à rapinagem estrangeira.
Curumim
As vezes fico buscando em meus monólogos com perguntas e respostas melhor compreensão desses sombrios tempos que estamos passando, desse Brasil ao avesso, o qual reforça a reflexão de Ruy Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.". O que de fato passa na cabeça do povo brasileiro, que o deixa anestésico à realidade? Como a retórica religiosa raivosa, a qual percebe-se, está nos levando a condições fundamentalista, vem fincando raízes na outrora diversidade religiosa, afinal, aqui é Brasil, caldeirão de raças, culturas, religiões e crenças? Como? Olhamos a vizinha Venezuela pela janela do sistema que nos devora, mas sequer olhamos o Brasil, nosso chão.

Tem momentos que seria interessante e até saudável, ver o povo orbitando no umbigo coletivo, porém, claro, respeitando as individualidades. Afinal até gêmeos são diferentes.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A destruição da Amazônia - o assalto a humanidade

O governo de Michel Temer, que dizem por aí contar com 5% de apoio, além da venda de empresas nacionais estratégicas para o capital estrangeiro, por exemplo, a Eletrobras, vai rasgar a Amazônia brasileira à exploração de mineração privada. Trata-se da Reserva Nacional de Cobre e Seus Associados (RENCA). A área do ataque ao patrimônio natural da humanidade tem tamanho aproximado de 46.000km², e fica localizada entre os estados do Pará e Amapá. A RENCA foi criada no governo militar, que determinava que somente a empresa pública, Companhia de Pesquisa e de Recursos Minerais (CPRM), pertencente ao Ministério de Minas e Energia podia fazer pesquisa geológica para avaliar as ocorrências de minérios na área. Liberada a área pelo decreto, o próximo passo será o leilão.


A traição do governo tampão ao ambiente brasileiro, composto por inúmeros investigados em corrupções diversas, inclusive pela bancada ruralista, publicamente declarada inimiga de reservas aos ameríndios, não para só no decreto. Cinco meses antes do anúncio oficial, segundo a BBC o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, filho do senador Fernando Bezerra (PSB), esse, alvo da Operação Lava Jato; em evento a empresários no Canadá anunciou que a área de preservação amazônica seria extinta, e a exploração seria leiloada entre empresas privadas. Segundo a pasta, esta foi a primeira vez nos últimos 15 anos que um ministro de Minas e Energia participava do evento. Trinta e três anos de pesquisas.... Quais ocorrências minerais foram registradas nessas três décadas? O povo não é tolo, imaginar que as pesquisas estão protegidas em sigilo.
Não é só uma lasca do patrimônio mundial da humanidade que estão leiloando a predadores privados, mas o futuro de gerações, ou melhor, a garantia de sustentabilidade de gerações porvir. Estão abrindo a porta para destruição da Amazônia. E paralela a destruição, o desmonte dos órgãos de fiscalização e controle, sob a irresponsável falácia de redução do Estado.


O povo brasileiro precisa compreender a destruição do patrimônio nacional em curso, o desmonte da Nação. Um governo tampão, com suspeitos 5% de aprovação, com boa parte de seus integrantes alvos de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) não pode se apropriar do patrimônio de todos, e negociar, como se fosse negócio de família. É a soberania do Brasil que está em jogo. E se tratando da Amazônia, são vidas que estão em risco, para que uma minoria tenha lucro sobre o patrimônio de todos, inclusive daqueles que nem nasceram ainda. Empresas que participam da receptação desse importante patrimônio devem ter seus produtos boicotados, não só por brasileiros, mas globalmente, afinal, não fosse o receptador o ladrão jamais existiria.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Um diálogo, infelizmente comum, num canto qualquer do roubado Brasil

Era madrugada escura quando saí de casa a pé atrás de trabalho. O dinheiro do ônibus que era só de ida, deixei para que meus pequeninos pudessem ao menos comer um pão seco de desjejum.... Não sei mais o que fazer. Estou com muita fome e não consigo emprego. Só peço um trocado para comer um pão, um salgadinho qualquer, para eu conseguir força e arrumar, nem que seja um biscate rápido, para que eu possa retornar com pelo menos um punhado de arroz e fubá. Lá em casa a situação é de desespero. As latas de comidas estão todas vazias. O aluguel atrasado; luz e água ainda tenho por piedade de um vizinho, que permitiu um gato na sua rede, e a noite cede uma mangueira de água... Por favor, qualquer trocado, na condição que me encontro será um milhão; juro que não é para comprar “pedra”, é fome mesmo moço. Em outras épocas eu teria muita vergonha de pedir dinheiro nas ruas a estranhos, mas a fome é de doer. Minhas pernas estão fracas, e sinto meu estômago se comprimindo, tamanha é a minha fome. Ontem eu deixei de jantar, pois faltaria para minha família... Moço, por amor ao nosso Senhor Jesus Cristo o senhor pode me ajudar? Qualquer trocadinho...
Criança Morta-Portinari


- Gostaria muito de lhe ajudar, mas estamos, infelizmente, na mesma condição: a de vítimas da corrupção que vai sangrando o Brasil, a qual vai seguindo em efeito dominó, atingindo nossas crianças, assassinando o futuro no presente. E pelo que observamos nenhum poder consegue ter força suficiente para dar um basta. Cheguei a pensar naquele magistrado que quando iniciou a carreira parecia desejar mudar o mundo, este estado de aberrações. Aquele! O senhor lembra? Estava sempre dando entrevista, saciando a sede e a fome dos famintos por justiça, dizendo defender o Estado Democrático de Direito; eu cheguei acreditar nele, mas ele se calou quando o colega que atuava na mesma vara foi aposentado compulsoriamente por suspeita de desvio de conduta. Parece que vendia sentenças.... Queria muito lhe ajudar, mas sequer consigo lhe dar ao menos esperança. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Fragmentos

Tinha tempo que eu não escrevia, mas quanto mais nos silenciamos, no meu caso, deixo de escrever, mais a robotizada sociedade vai nos afogando no escarro da mediocridade. Vamos ao ajuntar de letras:

Tempos atrás, duas matérias divulgadas em emissora de TV aqui no estado do Espírito Santo levaram-me a refletir sobre esses novos tempos. Uma, tratou de um recém-nascido abandonado ao relento ainda com indícios de que o cordão umbilical tinha sido cortado recente, na outra, as modas pet, mostrando um cachorrinho de sapatinho, roupinha e acessórios. Nada contra quem gosta dos animaizinhos, eu também gosto. Lembro-me até hoje do Tiquinho, meu primeiro cãozinho. Mas que sociedade é essa que abandona crianças e adota cãezinhos e gatinhos?


Caminho para os meus 5.4, e na minha época de criança no subúrbio carioca ouvia dizer, que nós, as crianças, erámos a garantia de futuro da Nação e cachorro era cachorro e gato era gato. Não se via notícias sobre crianças abandonadas a própria sorte, principalmente no período de frio; quando se deram as matérias. Será que a raça humana está condenada à extinção, e que o futuro da Nação será os auaus e os miaus?

Do jeito que caminhamos, pode ser que em breve veremos crianças, como cantava Eduardo Dusek, querendo levar uma vida de cão. Com garotinhos que gostariam ter nascidos Pastor-alemão. Contudo, acredito ainda no poder de reação da sociedade: “Sejamos mais humano, e menos caninos. Vamos dar guarita ao cachorro, mas também para o menino. Caso contrário, podemos um dia acordar latindo”.