segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Eu, caçador de mim

Qual o profissional de nível superior surgirá se na saída das faculdades observamos o lobo devorando o homem? Que engenheiro, advogado, juiz ou pedagogo está se formando nas faculdades? Não há gentilezas, a disputa na saída, embora “invisível”, prevalece, suprimindo o valor à vida; todo o aprendizado desaparece num simples terminar de aula.

Carros seguem em comboio único, como se fosse um expresso da intolerância conduzido por bestas competitivas. Lobos montados em motos rasgam o pátio, com uma única visão: o portão de saída; sequer observam as ovelhas que buscam por seus veículos, até também se transformarem em lobos, ou melhor, bestas apocalípticas.

Quando esse homem não tiver mais com quem competir, devorará a si próprio, pois até o reflexo do espelho já se fundiu na cegueira da disputa.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O umbigo

O que fazer para se manter em equilíbrio? São tantos os fatores desequilibrantes, resultantes dessa cultura consumista e competitiva, que acelera conforme vão se exaurindo os recursos naturais do planeta e a ética universal de valores básicos, que penso, que para essa rápida visita, não devia ter descartado o cordão umbilical; podia tranquilamente buscar o equilíbrio na corda bamba do umbigo, e não permanecer cego em sua órbita.

É a orbitação umbilical nosso maior obstáculo para o crescimento que aqui viemos buscar, conscientes ou não. Observe e chegará à conclusão de que o flagelo da humanidade, está alicerçado nessa órbita que nos faz pensar apenas no indivíduo. E esse pensar individual nos trancafia com a ignorante cegueira coletiva, que se torna na venda que faz escurecer o túnel.

Consegue ver a luz? Não, nem o túnel! Apenas o umbigo.