quarta-feira, 9 de junho de 2010

3 de outubro

Vez por outra recebemos mensagens no fértil espaço da internet sobre condutas impróprias de personagens políticos. Lula, Dilma, Barbalho, Sarney, Madureira, Gratz, FHC, Serra, entre outras. Sem precisar buscar respostas para os absurdos contidos nas mensagens anexadas a esses personagens, façamos uma importante pergunta: quem os colocou no poder? A pergunta, embora simples, é difícil de ser respondida.

Por isso que devemos acreditar que o buraco é mais embaixo, ou melhor, pertinho. Passa pela pá que puseram em suas mãos, ou quem sabe, a picareta, ou melhor, o picareta. O problema é que a maioria das vezes agimos pelas emoções, e sorrateiramente somos levados a esquecer as causas. Olhe ao redor e tenha certeza de que a empreiteira que está trabalhando na obra pública que você imagina ser superfaturada, direta ou indiretamente atua no financiamento privado da democracia.

Não é a Dilma, nem o Lula; nem o José Serra, muito menos o Paulo Hartung. Nem será o Casagrande, quiçá o Luís Paulo. Eles apenas encenam o que mandam seus financiadores privados.

Ficamos a reboque dos acontecimentos de Havana. Passando longe de uma comparação mais aprofundada na dominação político empresarial da democracia que doa bilhões de dinheiro público ao sistema financeiro globalizado, enquanto desmontam as estruturas públicas, substituindo-as com terceirizações sob o comando de Laranjas, fragilizando a qualidade de serviços públicos essenciais as populações. Enquanto não agirmos localmente, ou seja, dentro de nossa área de atuação as possibilidades de derrota só aumentam.

Conseguíssemos atingir o braço financeiro desse sistema que privatiza a democracia, derrubaríamos o Golias que pisa em nossa dignidade. Leu as agressões produzidas pela Suco Mais, atual Del Valle - Coca Cola, em Linhares? Fontes de vida, que são os córregos que cortam a região estão sendo ameaçados por envenenamento; os processos, segundo noticia uma revista eletrônica, correm sob segredo de justiça. Enquanto não há sussurros de tal agressão, permanecemos adquirindo produtos dessa e de outras empresas. E tudo indica que a próxima vítima da internacionalização de nossa economia seja o litoral sul; contra quase tudo e todos, a CSU deverá mesmo ser instalada na região de Anchieta-ES, mesmo não se observando condições hídricas para o empreendimento.

Áreas públicas são doadas á internacionais financiadores dessa democracia sem que ocorra um debate público sobre a doação, que também deveria ser abordada em plebiscito aos impactados diretamente, por exemplo, a área em que se situa o complexo penitenciário da Glória, não poderia ser entregue a exploração privada sem consulta popular, e fica o povo, cada vez mais longe do mar. Não elegemos governantes para executar doações do patrimônio público à empresas privadas.

A Democracia e a história de Liberdade pregadas no jogo são ilusões chantagistas de uma privilegiada parte da elite dominante. Não há democracia, muito menos a liberdade defendida por privados veículos de comunicação.

Quanta custa a democracia? Muito$! A cada dois anos eleições democráticas levam milhões de nosso dinheiro público. A previsão de gastos para essa eleição gira em absurdos R$600.000.000,00. Propagandas, celulose, máquinas, equipamento, etc. Tudo em nome da democracia. E depois da posse os contratos milionários dos promotores dessa democracia com seus financiados agentes públicos.

Respondendo a pergunta inicial, não é você o responsável por colocá-los no poder, afinal produziram um belo cenário com dinheiro privado, oriundo do dinheiro público para que você acreditasse na democracia. E infelizmente, possivelmente, ainda teremos nessa eleição candidatos fichas-sujas; e esses têm muito dinheiro para produzirem belos cenários de sonhos, que logo se transformarão em pesadelo, até o próximo pleito, no qual novamente lhe apresentarão um novo-velho cenário, rumo a democracia ltda.