quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Descoloriu o céu em julho


Crianças não soltam mais pipa, proibiram o cerol. Cerol que fazia outras crianças correrem em algazarra por ruas, becos e caminhos; equilibrando-se em cima de muros enquanto cães raivosos saltavam feito pipoca, buscando frágeis ágeis pés.

- Sem cerol, seu polícia, não tem graça! Perde-se a emoção do “cerol fininho”.

Depois de fazer a festa de alguns que não tinham condições financeiras para comprar um "pipaço", antes de refletirmos sobre o papel do Estado/Sistema, cruzar pipas degola velozes motociclistas.

- O cruzo, seu guarda, é maestria na arte de dibicar a pipa, conduzindo o adversário ao erro. E o senhor não imagina a emoção em cortar e ficar observando do alto, crianças, feito formigas, correndo entre becos para a “colônia” pipa.

Em vez de leis para adequação da indústria de motos para hábitos centenários do povo, em especial o da periferia, vemos nossas crianças, que antes soltavam pipas, mas desde ontem estão sendo mortas por balas; algumas perdidas que ninguém desejaria encontrar.

Balas do Estado, do bandido e do tráfico, e certamente, balas produzida pelo Sistema que não permite mais soltar pipa com cerol, que não retirou o capacete de motociclistas que usam motos como instrumento do crime. Alguns motociclistas até atiram. Algumas vezes em crianças, mas essas, soltam pipa.