terça-feira, 19 de março de 2013

O chororó dos Royaltie$


O povo capixaba, assim como cariocas e paulistas deviam perguntar aos chorões dos royalties de petróleo, principalmente aos ex-governadores e prefeitos, aos representantes legislativos que fiscalizam os poderes executivos, onde se localiza o município referência em excelência na saúde e na educação com o dinheiro arrecadado. Não quero aqui dizer que sou contra que os estados produtores recebam sua compensação ambiental, mas necessariamente, levantar dúvidas sobre o cerne do chororó.

Aqui em nosso (?) estado do Espírito Santo já vimos projeções de quanto a população vai perder. Mas o que de fato ela ganhou com a fortuna arrecadada, além de praças inauguradas ao som da Calipso, Ivete, Chiclete e tal?

Cadê a universidade pública e as escolas de ponta? Cadê as milhares de ambulâncias e leitos hospitalares?

O que vemos, e quando vemos, são escândalos. Aqui vimos inicialmente a Operação Lee Oswald que levou para a cadeia 28 pessoas, inclusive o prefeito do município maior produtor de petróleo; depois a Operação Pixote, e mais recentemente a Operação Derrama (foto ao lado - prefeitos denunciados), arquivada a pedido do procurador Geral (?!). Nessa última Operação, figura o nome do atual presidente do legislativo, Theodorico Ferraço, O qual preside um parlamento, não digo cego, mas mudo diante de todas essas Operações.

Acredito, por conta de potenciais acidentes ambientais, que os estados produtores têm direito de receber maior fatia na divisão dos royalties, assim como os estados que produzem outras riquezas, por exemplo, o minério mineiro e o ouro paraense. Mas dizer que o petróleo, o minério e o ouro é nosso, é do povo brasileiro, isso é falácia. Tudo serve só para afirmar nossa condição neocolonial, assinada com o cancro da corrupção, imunizada pela impunidade. 

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