quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Que sejam felizes nossos próximos 365 dias

Blogueiras e blogueiros desejo que 2010 seja o ano da descoberta do antídoto que salvará 2011, afinal teremos eleição, e infelizmente reeleição. Que tenhamos saúde de ferro para o combate e coração de manteiga para degustar as emoções. Que o menú servido nos próximos 365 dias tenha como tempero básico o amor, único ingrediente capaz de transformar o mundo.

Agora, pare um pouco e reflita... Parece que foi ontem que você efusivamente desejou feliz 2009. Enterrou 2008 em oração na igreja, ou buscou o misticismo do pular as sete ondas; ofertar à Iemanjá flores e perfumes?

Não importa, 2009 agoniza. Provavelmente não haverá cura para suas feridas. Contudo, independente de enterrá-lo na igreja ou de afogá-lo na praia, 2010 será um ano decisivo para a saúde de 2011.

Lembra em quem você votou na última eleição para deputado? Não? Então uma pergunta mais fácil: lembra de alguma lei apresentada e aprovada de interesse coletivo pela atual legislatura? Difícil. Por mais que rebusquemos, só lembramos do dinheiro nas cuecas e meias; nas placas anunciando obras não começadas, ou mesmo terminadas; pensamos nos escândalos, mas não nos lembramos dos autores no pleito seguinte.

Parece que a cada eleição somos acometidos com o mal de Alzheimer. Talvez seja por isso que reelegemos os mesmos atores para curar as mesmas feridas; às vezes aceitando até herdeiros.

Lembra do neto do senador baiano que caminha para reeleição? Dizem que ele também promete cura, igual ao avô que morreu dizendo ter o milagre na pasta cor de rosa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Cartas adotadas

Sobre as cartas de pedidos de presentes a papai Noel, eu não adoto. Você tem o direito de discordar do meu raciocínio, como eu discordo dos que adotam cartas, e permanecem no anonimato à luta do riso extenso.

O que é mais importante? O riso da criança ou o sentir de dever cumprido do coração doador? Muitos alegam que o sorriso da criança é o que importa. Mas passado o Natal, na ressaca dos mais 365 dias do ano que se inicia, no semáforo da esquina de pivetes famintos, fecham os vidros do carro para se isolarem do mundo, até o próximo Natal. É, talvez seja uma forma encntrada de autoabsolvição.

Infelizmente, ou felizmente, tudo depende da janela. Não alimento o Sistema com a falsa armadilha do riso da criança, pois são tantos os risos de sedução ao longo dos contínuos 365 dias.

A saída é se fixar em Jesus Cristo, que liberta do endividamento parcelado no supérfluo da existência, surgido lá atrás, representando por reis e caixas brilhantes amontoadas no lombo de burros, alimentando a cultura consumista que assassinou a essência do Natal.

As mensagens de compaixão e de fraternidade de Jesus Cristo ficaram esquecidas nas embalagens de presentes que se destacam mais do que o presente que chamamos carinhosamente de Mãe Terra, que, a cada Natal, absorve as toneladas de lixo produzidas na cultura do ter em detrimento do Ser.

Moldemos o presente para salvar o futuro! O natal das caixas coloridas seduz e destrói; ao longo do ano vindouro elas novamente surgirão, subindo ao palco das ilusões com outras faces.

Logo após o Natal vem o carnaval, que antes de se tornar adolescente, já quer ovo da Páscoa, com o riso da mãe em maio, e antes do beijo do pai em agosto, receberá o beijo da namorada ou do namorado.

Muitos talvez já esqueceram, mas as cenas de desertificação noticiadas dia desses, dando conta que o maior arquipélago fluvial do mundo, a Ilha do Marajó, está desaparecendo, retrata bem a cultura do ter, adotada ao longo das mais variadas formas de sedução do capital.

Temos que buscar o antídoto milagroso para manter esse belo recanto Divino flutuando em algum canto desse encanto de Via Láctea.

O comunismo dividiu a Alemanha, que queria ser dona do mundo que o capitalismo está destruindo.

O “temporário” sorriso das crianças é só mais uma armadilha. O melhor sorriso que podemos proporcionar a elas é o de defesa da cidadania plena, sem esmolas do Sistema.