segunda-feira, 2 de abril de 2018

A orquestra sinistra que sequestrou a democracia brasileira


Tempos estranhos esses que vivemos. Manipularam todo o cenário midiático, jurídico e parlamentar do golpe, e sequestraram a democracia, para a qual muitos pagaram com a própria vida para conquistá-la. Não cassaram a Dilma Roussef, mas a democracia. Jogaram na latrina da conspiração 54 milhões de votos com a farsa das pedaladas fiscais. Pedaladas essas, segundo manifestação do próprio Ministério Público Federal, no caso da presidenta impitimada não caracterizada crime. E o resultado está aí: o desmonte do Brasil, até então soberano, e a corrupção como todos sabem não acabou, pelo contrário, parece que a fermentaram. Um exemplo de que a corrupção continua mais viva do que nunca, foi a recente prisão dos amigos do presidente usurpador por conta de suposto favorecimento na edição da MP dos Portos. Os amigos presos foram quase que instantaneamente postos em liberdade; noticiam que o pedido de liberdade partiu da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, com base de que as prisões cumpriram a finalidade. Agora fica o povo aguardando pela terceira denúncia contra Michel Temer, mas a certeza de que idêntica às outras não vai dar em nada é de desanimar, afinal, contra fatos e provas, basta ter na mão a maioria dos deputados e deputadas. Mesmo esses sendo alvos de investigações de mau uso do dinheiro público e outras patifarias nada republicanas.
Rio no deserto da Líbia
O sequestro da jovem democracia brasileira, teve aplausos não só aqui, mas de fora também, muitos. Também pudera, os articuladores do golpe logo anunciaram que jogariam na xepa do golpe as riquezas do Brasil. Portanto, chega-se fácil à conclusão de que não houve um grande acordo nacional como se imagina, mas internacional. Empresas e recursos estratégicos, como petróleo, nióbio, nosso parque hidrelétrico, nossa Amazônia, o Aquífero Guarani, entre outras riquezas, todas fundamentais para garantia de futuro do Brasil como Nação soberana foram e estão sendo entregues à grandes empresas internacionais na liquidação pós-golpe. Cadê aqueles países que defendem democracia em terras alheias; alguns tão defensores que chegam a enviar militares para implantação ou restauração da democracia mundo afora? Países como o Reino Unido, esse ainda respirando monarquia; os EUA dos delegados que ignoram o desejo popular e que tanto desejaram a democracia na Líbia e no Iraque; a França que até ontem era dona do Haiti, não se viu nenhuma nota oficial desses países sobre o sequestro da jovem democracia brasileira. O que se sabe é que pós derrubada dos governos da Líbia e do Iraque, empresas desses países estão levando o petróleo, e endividando, principalmente o Iraque e a Líbia, na reconstrução do que eles destruíram, na suja mentira de defesa dos povos desses países; no caso da Líbia, estão também levando a água, que prometia transformar o país no celeiro produtor de alimentação da África. No caso do Haiti, o presidente eleito pelo povo deposto de pijama na madrugada.
O presidente Putin inspecionando armamento
Mas aqui os exploradores, aqueles que fazem do planeta Terra quintal não precisam enviar tropas, realizar gastança descomunal no transporte de sua logística de guerra; aqui há traidores infiltrados que usam caneta sob o silêncio quase cúmplice de um povo ignorante que permitiu não só entrega do Brasil aos exploradores internacionais, mas que também permitiu o sequestro à luz do dia da democracia. Povo que anda sumido, talvez perdidos em templos e procissões. A corrupção vomitada diuturnamente na mídia para sustentar o golpe, essa também desapareceu, igual ao som de panelas batendo nas varandas, muitas gourmets. O brado de “sou brasileiro com muito orgulho e amor”, esse também sumiu, embora especialistas afirmam que ele retorna no Copa da Rússia, o país vermelho, mas diferente do Brasil atual, nação respeitada.
Pois é. Este ano, mais do que eleição teremos seleção brasileira. E o ópio futebol monopolizará as discussões no pais da chuteira, enquanto se ignora o país no presente, assassinando o futuro da Nação. Contudo, pela ausência de liderança, chego a duvidar que tenhamos eleições; os golpistas manterão em cativeiro nossa jovem democracia, estendendo a agonia de um país que retorna à secular condição de quintal dos exploradores que aqui chegaram com a cruz e o canhão. Logo se abrirão mais centenas de igrejas, sim, claro, criam-se novos campeonatos no país da chuteira, e tudo bem. Mundo, o quintal é aqui! Entrem e sirvam se à vontade. Caso queiram podem temperar com o suor e o sangue do povo.





quarta-feira, 14 de março de 2018

Muito mais que um ponto na curva; tudo é uma reta de absurdos sem pausa para a poesia


Estou aqui, ouvindo Miss Sarajevo com U2 e o tenor Luciano Pavaroti. Essa balada surgiu em 1995 (U2 e Brian Eno), pegando os retalhos do cerco a Sarajevo por tropas da Sérvia, após a declaração de independência da Bósnia, ocorrida em 1 de março de 1992, e o concurso Miss Sarajevo que dá nome a canção. O cerco de Sarajevo por tropas sérvias é considerado o mais longo a uma cidade na era moderna. Teve início em 5 de abril de 1992, encerrando em 29 de fevereiro de 1996. O Concurso de Miss, teve a finalidade de trazer os olhos do mundo para os horrores dessa guerra. Essa canção que pega emprestado o nome do concurso tem uma musicalidade que ultrapassa as fronteiras das línguas e das religiões. A mistura da suave voz do Bono Vox, com a trovejante e maravilhosa voz do Luciano Pavaroti, as instrumentalidades do arranjo, eleva-nos a patamares intangíveis conscientemente, trazendo quase a libertação do espírito, tamanha leveza que essa canção consegue produzir, embora com tudo, inspirada na dor.
O HORROR SARAJEVO

Coincidentemente, enquanto ouvia Miss Sarajevo, saltou na tela a informação de que empresa brasileira está ganhando dinheiro com guerras fabricadas para saquear nações, vendendo bombas de fragmentação (cluster), lá no rico, porém, miserável Iêmen. Por segundos desejei que meu espirito alçasse sua libertação, mas seria covardia com minhas ideias. Tantos horrores para que um número reduzido de viajantes da Nave Terra tenha dinheiro, poder, petróleo. A guerra civil no Iêmen, na Síria e a do Líbano, alguém duvida que são fabricadas? Olhe para esses países no mapa, pense no petróleo e sua logística de transporte, na água que daria à Líbia produzir e exportar alimento para todo o Continente Africano... e bingo! Encontrará, não as bombas de destruição em massa que alegavam possuir o agora destruído Iraque de Sadan Hussein, mas as respostas para tantas guerras, em um mundo que sobra tecnologias de tradução de línguas e dialetos.

CIVIS FERIDOS NO IÊMEN
Segundo o relatório da Handicap Internacional, 98% dasvítimas deixadas pelas bombas de fragmentação são civis. E não é de agora que bombas fabricadas no Brasil estão matando civis no Iêmen, a bola da vez na geopolítica do petróleo. O jornal O Globo em dezembro de 2016 noticiou que bombas de fragmentação produzida no Brasil atingiram as proximidades de duas escolas na cidade de Saada. O Brasil, não é signatário do Tratado de Dublin, originado na Convenção de Oslo, quando cento e onze países manifestaram apoio a proibição de uso, fabricação, armazenamento e transferência de bombas de fragmentação, a qual teve laboratório na Alemanha de Hitler, então batizada de Sprengbombe Dickwandig; a arma foi a primeira bomba “cluster”, ou bomba de dispersão que causou pânico e terror durante os bombardeios da Luftwaffe, a força aérea do Terceiro Reich, sobre o Reino Unido na 2ª Guerra Mundial.

CRIANÇAS - AS PRINCIPAIS VITIMAS
Alguns vão dizer: O Brasil não pode aderir ao tratado de Dublin. Guerras, dependendo do ponto de vista, podem ser altamente lucrativas; o país não pode ficar de fora desse mercado. Se não for o Brasil, serão outros que fabricarão e venderão. Já outros, creio que a maioria, não aceitam esse mercado da morte, do saque às nações pós fabricação dos conflitos, pois consideram à perda de vidas inocentes. As bombas de fragmentação na prática, tem o mesmo poder de destruição das armas químicas, já que seu fundamento é estilo contêiner, pois a primeira explosão é a de lançamento, e ao se aproximar do solo, ocorre uma segunda explosão, a qual é capaz de espalhar “micro bombas” em área próxima de 30.000 m²; as vezes essa segunda explosão não ocorre, tornando seus impactos semelhantes aos de minas terrestres, artefato proibido em mais de 150 países pelo tratado de Otawwa (1997), o qual entrou em vigor no Brasil em 1999.

Em vez de exportar bombas que matam civis, inclusive crianças mundo afora, queria ver o Brasil exportando esperança, mas até ela anda sumida em nosso país. Dizem que ela foi abduzida, e só volta quando sentir esperança por dias melhores.  

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Não sei atirar, fazer bombas; estou aprendendo a escrever... Será que alguém vai ler?

A vida do povo brasileiro não está para brincadeira. Pensava em escrever alguma coisa, para, sei lá, levar esperança, mas são tantos absurdos que me perco no começar facilitando o desânimo acampar na planície da fé. Assistimos entorpecidos de covardia ao maior desmonte da pátria Brasil, ao sequestro de riquezas para garantias de desenvolvimento de gerações futuras; o gigante, mas nanico Brasil se transformou em uma máquina de produzir pílulas de maldade contra gerações futuras sob olhares plácidos do povo.

Anestesiados observamos à mais cruel desnacionalização de nossas riquezas e não vislumbramos reação por parte das vítimas dessa crueldade, o povo brasileiro, o qual foi envolvido em uma trama internacional de dominação por meio da divisão. Os traidores seguiram à risca a receita do imperador César: divite et impera (Dividir para reinar/dominar). Estratégia também citada por Nicolau Maquiavel no livro: A Arte da Guerra. A Técnica é simples. Ela se baseia ao controle que o soberano possui sobre a população, ou facções de interesses diferentes, e que essas juntas poderiam se opor ao seu governo. Dividindo, não há entendimento do mal posto. E depois do mal consolidado, basta lembrar Immanuel Kant , em Paz perpétua (esboço filosófico) fac et excusa (agir agora e pedir desculpas depois).

Particularmente eu gostava de acompanhar a caminhada do almirante Othon Luiz pinheiro com nosso genuíno submarino nuclear; o fortalecimento de nossa indústria naval; a anunciação da descoberta do petróleo do pré sal, mesmo com eles falando que o custo de sua exploração não compensaria; o nosso “silenciado” nióbio. E, de repente, o desmonte do Brasil sob o frágil argumento de que estão combatendo a corrupção.

O nacionalista almirante Othon
O almirante Othon, preso, ninguém se lembra mais dele; o petróleo do pré sal hoje com produção superando o do pós sal, sendo carregado pra fora, e de quebra o governo entreguista do patrimônio nacional ao capital estrangeiro aprova renúncia fiscal que beira 1 trilhão às empresas estrangeiras que vão explorar o nosso petróleo. Não há somente entrega de recursos e de patrimônio estratégico: a mão de obra do povo brasileiro também foi para a xepa da traição: a Reforma Trabalhista aprovada com a desculpa de modernização nas relações, nos fez retornar a uma espécie de senzala do século XXI.

Queria muito poder encontrar inspiração para escrever. E por meio do meu ajuntar de letras, que alguém lesse, reproduzisse, ou que ao menos refletisse; brigasse, debatesse; apoiasse ou criticasse. Não. Parece que todos estão absortos e de certa forma conformados de que aqui nos encontramos para o martírio, pois aos resignados, os de bom coração estará reservado o Paraíso. Sim... conheço um monte de gente que foge da luta dizendo que os maus prestarão contas quando morrer, e os que sofrem por ações dos homens maus herdarão o céu. Interessante é que todos têm medo da morte. 
Os maus tudo bem, afinal terão que prestar conta ao Juiz das galáxias, mas o bom não deveria ter medo da morte, afinal sua resignação é quase passaporte garantido para alcançar o Paraíso. E, portanto, deveria estar na luta, não se permitindo silenciar-se quando em confronto com o mau, afinal, quem se cala diante da maldade, é de certa forma cúmplice, certo? Sendo assim, não teria direito ao passaporte. Valendo lembrar que a maldade encontra abrigo no silêncio dos bons.  

Plataforma de exploração do petróleo pré sal
Preocupa-me muito estes próximos giros da Mãe Terra, principalmente aqui no Brasil, aliás, no mundo. Vemos o fascismo flertando com o totalitarismo em continentes diversos com crises ardilosamente arquitetadas. Alguns loucos arriscam se tratar dos efeitos produzidos por um certo clube Bildeberg. Lembro-me de ter lido algo semelhante em 2000 na revista Caros Amigos, foi na entrevista do delegado Francisco Garisto, que no conteúdo trazia um certo Comando Delta, uma espécie de tribunal internacional que produzia presidenciáveis. Face à ausência de candidatos expressivos que representam e defendam os interesses da direita pós golpe jurídico/parlamentar não creio que veremos fumaça branca saindo da chaminé do TSE em 2018, prolongando o caos promovido pelos traidores golpistas; a não ser por meio da união do povo. Lula, em todos os cenários se encontra imbatível ao pleito de 2018, e não é à toa. O Brasil em seu governo alcançou índices de crescimento socioeconômico de destaque global; chegamos a superar o Reino Unido em crescimento, mas a efetivação de sua candidatura é cercada de incertezas, não pelo rito normal do processo democrático, ou seja, pela vontade da maioria, mas pela aguardada definição de três desembargadores... Receio de que estamos nos aproximando aqui no Brasil de um período semelhante ao filme de Mel Gibson - Além da Cúpula do Trovão.

Carrego ainda uma caixa de fósforos, mas não sei se serão suficientes para produzir a centelha nessas trevas do golpe. Se ao menos eu pudesse escrever...Só queria escrever. Escrever para você que somos brasileiros de fibra, e que se tem luta, estamos dentro, em pé; pois se ficarmos de joelhos como nos encontramos, eles logo nos colocarão rastejantes.

Você que leu até aqui, Feliz Natal! Que a mensagem libertadora de Jesus Cristo, libertário, alcance os corações de todos, trazendo união e compreensão de que aqui é também o Paraíso. Para isso basta cada um olhar o outro como irmão em Cristo, desejando ao próximo o que almeja para si. E que o ano de 2018 seja um ano de respeito às decisões do povo, pois dele, como prega nossa Carta, emana todo o poder.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

A saída do poço não está no início, mas no fim – a ficha vai cair

Se alguém me perguntasse há alguns meses atrás o que eu pensava sobre o golpe aplicado pela quadrilha parlamentar, como segredou o senador Jucá com o Machado: “Com o Supremo, com tudo...”, contra a democracia brasileira, contra direitos do povo brasileiro, contra a soberania do Brasil em curso, não titubearia, e logo dispararia cobras, lagartos, asteriscos e tals sobre os traidores e os idiotas, que vestindo o uniforme da corrupta CBF e batendo panelas deram apoio ao golpe.


Industria naval - abortado submarino nuclear brasileiro
Quando do entendimento da engenharia do golpe que estava em curso, ainda em condição embrionária, amigos meus se tornaram, digamos, potenciais inimigos, por eu simplesmente alertar da trama, que hoje cristalina mostra que o que estava em curso não era o combate a corrupção, como pregado, mas o desmonte do Brasil, à entrega de empresas e recursos naturais estratégicos. Especialmente a Rede Globo de televisão, hoje sendo abastecida com polpudas verbas federais de publicidade, usou diuturnamente toda a sua grade jornalística para alardear as “criminosas” pedaladas fiscais do governo Dilma Rousseff, as quais há manifestação do MPF de que as tais pedaladas não configuram crime, tendo inclusive pedido o arquivamento. O povo, em especial os idiotas do baticum nas panelas, pegos na teia do imbecil conflito do Verde & Amarelo X Vermelho se deixou levar.


Arte simbolizando a entrega da Base de Alcântara
É possível que esse povo idiota ainda acredita que as pedaladas foram criminosas, e que inexiste no contexto do golpe a subtração de direitos do povo, em especial do povo trabalhador, agora sob o julgo de uma “moderna CLT”; o ataque vil a soberania militar, econômica e energética do Brasil que estava em curso de conquista. Afinal, foi a Globo, que no episódio da delação de propina Fifa/CBF/Rede Globo, investigou a si, deu o veredicto de inocente.


Execução do rei Luís XIV
Se me perguntarem hoje o que eu penso sobre os efeitos colaterais que começam a surgir pós-golpe jurídico-parlamentar aplicado para sustentação da maior fraude processual de impeachment de uma presidente eleita no voto, seguindo os preceitos da democracia responderei: Por enquanto ainda estamos em queda livre; estou torcendo para que cheguemos logo no fim do poço. Quem sabe assim, com o baque das costelas e crânios esmagados o povo não acorda para a luta, para o resgate das conquistas subtraídas. Foi assim na França em 1789. Aqui estamos em condição muito parecida... que chegue logo o fim do abismo, para assim, o povo, idêntico ao francês, ter um encontro com sua dignidade.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

No Brasil que bate recorde de safra de grãos o futuro desmaia de fome

O que está faltando para que o povo de: coxinhas, mortadelas e neutros da senzala Brasil se levante contra o açoite do chicote dos corruptos que ocuparam a casa grande Brasil, e que estão levando o país a aniquilar seu futuro? Que povo é esse meu Deus, que anestesiado assiste ao noticiário de que uma criança desmaiou de fome numa escola pública no coração do poder, a capital Brasília, o centro de localização do tripé constitucional: Executivo, Legislativo e Judiciário, e que restringe apenas comentar o resultado de seu time? Que covardia é essa escondida nas fervorosas e eloquentes discussões do conflito do Verde & Amarelo X Vermelho, enquanto crianças deste imenso e ainda rico Brasil varonil lutando pela libertária educação desmaiam de fome, enquanto malas de dinheiro de corruptos viajam em táxis madrugada afora, e outras tantas armazenadas em bunkers?

Crianças sem merenda em Humaitá-AM
Senti na pele e no estômago o que aconteceu com essa criança em Brasília, pois eu, quando criança, encontrava-me no que classificam hoje em condição de miséria. Tal situação fazia com que os coleguinhas tripudiassem de mim, da minha roupa puída; os “panos” no rosto, que para alguns era como se eu portasse lepra medieval...e o pior: também tinha uma professora de nome Doroti (essa mulher marcou minha vida. Lembro-me dela até hoje...) que violentava minha dignidade humana, meu direito de criança, e claro, minha condição de também vítima da corrupção que assassina futuro de gerações, e faz crianças desmaiarem de fome.

A tripudiação de ontem foi traduzida no bullying da atualidade, o que de certa forma, à época me levava a desanimar de ir à escola no subúrbio carioca: a escola estadual Antonio Maceo, em Parque Anchieta; o que me dava ânimo era a merenda: a preferida era macarronada com salsicha, mas até o encaroçado, mas abençoado tutu com ovo descia... Estudava em blocos de resto de material gráfico, que meu pai, à época compositor gráfico fazia em seus bicos nas gráficas cariocas, e quando desempregado, até papel de pão servia; no barraquinho de uma micro janela só, a escuridão para estudar era diminuída com a luz de uma vela. Hoje com meus 5.4, assistindo a esse assassinato do futuro lembrei até do perfume da merenda que me estimulava a enfrentar a turma e a Doroti. E fiquei a refletir: Se no centro rincão do país há criança desmaiando de fome na escola... como será que se encontram nossas crianças nas escolas do norte e nordeste brasileiro, nos povoados longínquos da Amazônia, nos sertões mineiro e baiano...

As malas e caixas do Gedel do PMDB-BA
Hoje, com comida em casa sei que o desânimo tem me tomado, levando-me à ter receio do futuro, pois vejo um povo apático ao cenário de caos que vem sendo construído pelos traidores da Pátria Brasil, que gargalham do idiota conflito do Verde & Amarelo X Vermelho, enquanto os traidores carregam malas de dinheiro, quiçá contêineres que mal fecham de tanto dinheiro subtraído do povo, do futuro da Nação.


No resumo geral, é fácil compreender como é mantido o bem-estar social das nações que vampirizam nossas empresas e recursos naturais estratégicos, enquanto nossas crianças desmaiam de fome buscando por seu futuro...

Fechando a compreensão, deixo uma tirinha retirada do livro: Manejo Ecológico de Pragas e Doenças, da doutora Ana Primavesi: “Pessoas subnutridas de mães subnutridas podem desenvolver cérebros 20% menores do que o comum. Isso significa incapacidade total de aprendizado. É a criação de mão-de-obra não qualificada, barata, pelo sistema de abelhas e formigas, que também criam suas operárias através de subnutrição”. 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

A quem interessa plantar o ódio e a intolerância que divide o Brasil?

Geral no Maracanã - Futebol, esporte popular
O futebol brasileiro que antes unia torcedores em paixões e risos estimulados em gozações inocentes, hoje divide torcidas em irracionais batalhas sangrentas. Bons tempos aqueles do mesclado espetáculo da geral, o futebol como esporte popular, com torcidas em mosaico de cores e escudos. A divisão no futebol na virada do século XXI pelo que observamos não foi suficiente. A prática religiosa que ontem emanava paz, hoje destila ódio e intolerância; sendo normal (?) disputas dentro de denominações comuns, protestantes ou não; disputas não pela misericórdia e o amor d’Ele, que pregava o amor e a tolerância, mas pelo poder simplista de dominação. Enquanto a disputa acirra, muitos estão deixando a paixão por seu time do coração, deixando de rir vitórias e derrotas; deixando a fé, tão importante na união de multidões nas religiões e denominações diversas. Liberdade religiosa só na vilipendiada Constituição Federal do Brasil.
Sem legenda - a imagem e a história fala por si
O povo, que ontem era unido por direito à cidadania e dignidade, em defesa do ambiente comum a todos, em defesa das crianças e dos idosos, hoje se encontra dividido; distinguidos na insana divisão: coxinha e “pão com mortadela. Coxinha, aliás, o verdadeiro coxinha, tem como carimbo oficial a fixação nas cores verde e amarelo, traduzido em um patriotismo idiota, que sequer o desperta para perceber o desmonte da Pátria em curso. O coxinha se diz em defesa das crianças, mas sequer percebe que ao seu redor há uma multidão de crianças famintas revirando lixões atrás da primeira refeição do dia no país mais rico da América Latina, um dos mais ricos do mundo; e não faz tanto tempo O Brasil alcançava o patamar de 6ª economia do planeta ultrapassando o Reino Unido. Coxinha infla o peito para criticar o bolsa família, dizendo que pobre não precisa de peixe, mas sim de vara para pescar, mas sequer sussurra contrariedade ao “bolsa moradia”, e mais recentemente o “bolsa mudança”, além de outras “bolsas” de garantias para ultrapassar o teto constitucional a membros do judiciário e ministérios públicos. Vive na seletividade do ódio. Ódio ao “pão com mortadela” e as bandeiras que esse defende.
A lenda - a qual espero sem des-arranjo de "governabilidade"
O pão com mortadela, em sua imensa maioria se sente feliz por não ser coxinha, fortalecendo a divisão imposta pelo poder oculto, o Sistema dominante, que trabalha essa divisão desde a criação do futebol de torcidas, das divisões religiosas. O pão com mortadela ama ser identificado como o rebelde visionário, o esquerda, mas quando a esquerda chega ao poder esquece do papel de se manter à esquerda, vigilante ao governo, pois mesmo que esse tenha sido eleito com bandeiras consideradas esquerdas, muitos as esquecem na subida da rampa do poder, no frágil discurso de assegurar a governabilidade.
Pão com mortadela e coxinha não podem esquecer que povo, no conceito da democracia global vigente vai ser sempre povo, e governo, sempre governo à serviço daqueles que o financia; cabendo unicamente ao povo, mesmo dividido nesse conceito, apenas a homologação da maldade governamental por meio do voto, ou seja, atesta por meio de seu voto as maldades praticadas contra si... O pão com mortadela e o coxinha deviam buscar abandonar as diferenças de certa forma fabricadas, e trabalhar a conscientização; principalmente dos desgarrados dessa insana disputa. Não na imposição, mas com exemplos que borbulham incessantemente no caldeirão dos divididos, afinal, ambos são devorados pelo Sistema que divide e domina.
Coxinha e pão com mortadela deviam se auto perguntar: A quem interessa a divisão do povo brasileiro? O pivô do fortalecimento dessa divisão, tanto em torcidas de futebol como simplesmente do povo brasileiro é a grande mídia. Disso não há dúvidas. Ontem o pão com mortadela tirou o óculo Globo; hoje quem tira esse óculo é o coxinha. Todos aparentemente parecem unidos na #GloboLixo. Aliás, ambos devem buscar se conscientizar que a grande mídia não trabalha com a verdade, mas somente na manipulação da realidade, ultimamente focada na divisão do povo. Por exemplo: em vez de identificar os sujeitos, quando abordam questões tipo: padre ou pastor pedófilo, ladrão, personificam a religião ou denominação pois assim agudam a divisão. Foi o que fizeram com o futebol. A corrupção que ontem era tratada como escândalo, hoje, com raríssimas exceções, é lançada não como informação repugnante, mas como uma simples receita de bolo, banalizando o que já foi de certa forma raro antes, principalmente com relação ao volume das cifras roubadas da Pátria, de seu povo. A grande mídia quando noticia simplesmente e propositalmente a quebra de imagens religiosas chuta para longe a liberdade religiosa, acentuando à divisão, principalmente dos mais humildes, vítimas de frente do ódio e da intolerância, enquanto todos são roubados no mais essencial: A dignidade da pessoa humana como princípio absoluto, assegurado no Artigo 5° da Constituição federal do Brasil.
Nióbio -escondem sua existência igual o petróleo do passado
O Brasil de ontem, no qual se duvidou à existência de petróleo na camada abaixo do pré-sal, vai sendo roubado exatamente por aqueles que desdenhavam a existência desse petróleo. Estão levando empresas e recursos estratégicos do povo. E não vão parar no petróleo, nas empresas estratégicas como a Eletrobrás, nossos aeroportos e portos. Em breve desnacionalizarão as jazidas de nióbio. Não divulgam, mas o Brasil possui 98% das jazidas de nióbio do mundo. Não fosse esse precioso elemento a indústria aeroespacial, bélica, nuclear e outras não avançariam, a conquista do espaço se restringiria a HQ de Flash Gordon.

É preciso mais do que nunca de União. Enquanto brigamos pelas ideias fabricadas para dividir o povo, lembre-se: coxinha e pão com mortadela são alimentos baratos devorados pelo Sistema capitalista que tem como oxigênio ideias fascistas, combustível para o pensamento homogêneo, espelho da sociedade de consumo, já que as diferenças só são admitidas se puder ser transformada em mercadoria. No momento, como alerta a canção, a carne mais barata no mercado é a carne do trabalhador

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Brasil – um banquete de ratos servido pela alienação e a estupidez de um povo dividido


A maioria das tragédias da humanidade são alimentadas não só pelo silêncio de uma maioria, mas essencialmente pela cegueira raivosa de uma minoria que domina aos berros da intolerância, externando ódio ao contraditório, ao livre pensar, às individualidades: Não pode isso! Não pode aquilo! Sepultemos o politicamente correto! Essa minoria pisa na grama; arranca flores e gritos da maioria que sequer mais sussurra. Olha o homem nu! Que absurdo! Cuidado menina e menino! Não passe por baixo do arco-íris! E a raiva vai  atropelando costumes, culturas, pessoas, em nome de valores (?) que levaram vidas, arte e conhecimento às fogueiras inquisidoras do século XII. Aqui no Brasil do século XXI vai destruindo as chances de se obter soberania, principalmente no que tange a economia, tão essencial à igualdade de oportunidades. Dividido, cego e silenciado se encontra o povo brasileiro, enquanto traidores roubam de gerações o futuro no presente. 
Localização do pré-sal - para noção da conquista
Quando falamos do Brasil, pode ser em Marte, Vênus, Afeganistão, Curdistão, ou qualquer canto da galáxia logo vêm à lembrança um país rico. Aliás, muito rico. Muitíssimo rico! Com florestas ricas em biodiversidades, minerais estratégicos, terra fértil e potencial hídrico capaz de saciar a fome e a sede do planeta, e claro, o petróleo do pré-sal que traidores eternos da Pátria diziam ser mentira da esquerda, como disseram nos anos 30 de José Bento Monteiro Lobato, o qual via na pesquisa e exploração do petróleo a independência social e econômica do Brasil. Mas como na época de Lobato, traidores continuam atentando contra a soberania do Brasil. O Leilão do petróleo do pré-sal, é certamente o maior assalto que praticarão contra o povo brasileiro, ultrapassando a simulada descoberta.  
Contrariando aqueles que buscaram a todo momento negar sua existência, a exploração de petróleo do pré-sal hoje já ultrapassa o da camada do pós-sal. Estudos sinalizam que o petróleo do pré-sal coloca o Brasil como dono da 3ª maior reserva do mundo. O que isso significa? Ora, pense em Dubai, que jamais entraria sequer no papel se não fosse o petróleo. Os traidores da Pátria que ontem negaram a existência, hoje defendem a entrega, a exploração econômica do petróleo do povo brasileiro por empresas estrangeiras. Anos e anos de pesquisas e de excelência em exploração de petróleo em águas profundas entregue aos patrões dos traidores do povo brasileiro, que por meio de financiamento de campanhas se tornaram donos da “demora$$ia” que sempre atentou contra a soberania do Brasil em todas as áreas. Um exemplo nefasto do que essa “demora$$ia” causa foi o assassinato do Rio Doce.
Não existisse petróleo, não existiria Dubai

Amanhã, daqui há pouco a tragédia do rio doce completará dois anos, e o que ocorreu com os responsáveis por tamanho crime? Será que alguém foi preso? Multas! Qual o valor estipulado? Pagaram? Os únicos presos pelo assassinato do Rio Doce, foram os mortos e os desaparecidos. A única multa quem sofreu e sofre foi o ambiente, o povo, a fauna em geral. Já a empresa, essa conta com defensores de peso e prestígio que pelo visto só lamentam a perda de tributos, buscando por meio de influências outorgadas pelo povo via a “demora$$ia” deles, a reativação o quanto antes das ações de mineração da Samarco; colocando-nos como eternos reféns de commodities, meros quintais de exploração de recursos estratégico, sem avaliação dos danos ambientais.

O assassinato do rio Doce ocorrido em 05/11//2017
Mas tranquilo. O povo está preocupado com outras coisas mais importantes. Sequer deseja saber qual a finalidade que os traidores darão a mixaria de 7,75 bilhões (não vou dizer que é para amortizar os juros da Dívida Pública que se recusam a auditá-la fazendo cumprir a Constituição) com a venda dos lotes do petróleo pré-sal; o “framengo” vai ganhar a Sul-Americana e o “curíntia” o Brasileirão. Domingo tem praia pela manhã e culto na igreja à noite; o tema vai ser a família. Por que se preocupar? O pastor diz que no dia do Juízo Final todos prestarão conta de seus atos. A gente sofre na vida material, mas quando morrermos subiremos ao paraíso... interessante é que ninguém deseja adiantar essa passagem, ou seja, atravessar o Aqueronte. Contudo, pra vocês, raivosos e silenciados, deixo uma tirinha da oportuna letra da canção As Caravanas, de Chico Buarque: Filha do medo, a raiva é a mãe da covardia.