quinta-feira, 1 de setembro de 2011

As redes sociais na mira da Fina Estampa


Vez por outra, escutamos de amigos (as) a “preocupação” da Rede Globo sobre os males que afligem à sociedade, especificamente, nas mensagens nem tanto subliminares, surgidas, na maioria das vezes, em um cenário totalmente oposto ao da maioria dos telespectadores da plim-plim.

No Brasil do Denit, da Jaqueline Roriz e de tantos outros escândalos a bola da vez, ou melhor, a preocupação da vez da gigante latina de comunicação é com as redes sociais acessadas pelo público jovem. Em um capítulo na Fina Estampa, “novela das 9”, a Globo dá o recado a potenciais insubordinações que possam ameaçar o “Establishment”. Um dos galãs da novela, um bem sucedido pai, chama o filho e comenta sobre a inutilidade dos sites de relacionamentos, as redes sociais. Sugerindo ao filho que pegue onda; que namore, fique e pegue. A exposição nesse tipo de site, alerta o pai, torna vulneráveis as condições de segurança do filho.

A preocupação ultra exagerada apresentada leva ao pensamento de que a maioria dos jovens utilizam as redes apenas para exposição do se status social e estético.

Alto lá, Rede Globo! Pelo menos a maioria dos jovens que conheço, usam as redes para expor pensamentos e sentimentos libertários; melhorar a qualidade dos serviços públicos oferecidos, buscar formas de inibição de atos de corrupção, por exemplo, a “secreta” absurda absolvição da Jaqueline Roriz.

Por que deixamos que nos apresentem uma visão tão estreita do uso das redes? Como permitimos que a Rede Globo, concessionária de um serviço público interfira em um processo de comunicação que está libertando o mundo, e sem dúvida, trará a libertação da ética no cenário político brasileiro? Quem sabe, fazendo bom uso das redes, não acabamos com a ditadura Teixeira que tomou conta do esporte mais popular do Brasil, o futebol. Isso para a Rede Globo é uma grande ameaça.

Devemos contra atacar esse tipo de manobra. A maioria dos jovens brasileiros sequer tem pranchas de surf, que dirá tempo para pegar onda. A competição enfrentada por esses jovens, a cada roubo do que é público, tende para a inevitável sangria de um sistema que está instalado desde o atracamento das três caravelas. Ele está quase entrando em colapso, mas precisamos das redes para fechar a tampa do caixão.

Em vez de abordar a insegurança pública por conta da exposição em redes de relacionamentos, problema alimentado na falta de políticas públicas democráticas, no cancro da corrupção que ameaça tornar Brasília, do ponto de vista “político raizado”, uma cidades fantasma, o escritor da novela devia ir pela orientação. O caminho, Rede Globo, por mais que se especule a Emenda do Azeredo, não tem retorno.  

E você que leu até aqui pode escrever: A Globo vai sacanear o rapaz, mas espero que continuemos forte na importante batalha de garantirmos a qualidade de nossos nível de informação e relacionamento, com uma comunicação cada vez mais livre do terror dos que monopolizam a informação, traduzindo suas verdades absolutas, sem dar espaço para o contraditório.


Um comentário:

Anônimo disse...

Gostei do ponto de vista. Observando um pouco o cenário da novela fina estampa ddo dia 5/10, um cartaz no bar me chamou a atenção por estar escrito, (pelo menos foi o que eu li)Que a dengue pegue você. Já na novela morde e assopra um desrespeito a sinalização de transito, os atores caminham fora da faixa de pedéstre.Isso é exemplo que se dê aos tele espectadores?