terça-feira, 1 de setembro de 2009

Por favor, uma safena - o visualizar do oculto na farra de obras contra$tante$

A dominação no estado do Espírito Santo por parte das forças que o governam é fato. Essas “invisíveis” forças não nasceram no governo anterior, nem tiveram seu funeral no atual; elas estão enraizadas na cultura de uma privilegiada minoria, desde muitos governos passados. Vivemos de certa forma, dois mundos: um sentido, e o outro visual; um que se apresenta com oportunidades, e outro que assassina a esperança.

Repare na quantidade de efeitos especiais que anestesia sua opinião a cada intervalo do programa que te desprograma na tevê; e você não sabe a cifra, sabe apenas que os corredores dos hospitais públicos estão com doentes. Talvez não, a televisão não mostra mais. Vemos a cada intervalo somente a ponte. Que ela vai ser o novo postal da cidade e que será mais um orgulho capixaba.

Poucos são os que escapam, e conseguem enxergar através dessas propagandas que rompem os nobres intervalos. E ninguém diz quanto foi; quanto gastaram. Não o gasto com a ponte, ela já está feita mesmo, mas com as propagandas da nova ponte que ligará a Capital ilha cheia de cores com o novo Espírito Santo que vê envelhecer os problemas de saúde do povo que pisa sobre o petróleo.

Talvez por isso prevaleça a cor preta. Preta da cor do céu pulverizado do pó preto que estenderá sua ameaça para as praias do litoral sul. Contudo, a informação de que a qualidade do ar está ótima ocupará o intervalo do poder que defende a liberdade de expressão, embora ele nos impeça de sentar a mesa para uma conversa de fim de dia em família.

Os escassos fugitivos dessa matrix institucional conseguem enxergar o poluído fundo escuro que reflete a ponte postal, que logo receberá um nome iniciado com letra maiúscula. E a mistificarão como se ela fosse a ligação para alcançarmos desejos urgentes de resgate da nossa minúscula cidadania.

E de propósito nos fazem esquecer de que não há mais oposição no processo político, nem renovação; que escutar do avô senador, pai do filho deputado de que o neto está no caminho certo é comum nesses tempos de pragmatismo político. Incomum é ouvir que precisamos oxigenar a política, que precisamos saber o custo dessas propagandas pagas com dinheiro público.

Plim, plim

2 comentários:

DR.VIX disse...

Isso ai Fernando, passando por aqui e comentando a tão bem elaborada "descarga" de verdades limiares que se tornam subliminar nos "plin plins". Não adianta fechar a torneira, tem que remendar o balde primeiro, se não sempre teremos uma valvula de escape sugando todos os nossos recursos financeiros e mentais. Somos racionais. Assim como eles são. Um dia vamos mudar este cenário tão vergonhoso que nos deparamos todos os dias.
Diego Rafael Cáo

Telma disse...

Olá Dom Fernando de Las Palavras,
sobre os dois últimos posts, de cargas roubadas ao social controle midático cujas mensagens nem são mais subliminares, o que falta, como vc disse no post, falta sim oxigenação, mas não só na política, aliás, para que haja oxigenação na política, é necessário que haja oxigenação na educação, cultura, no próprio conceito de "humanidade" que se 'deformou' ao longo de tantas décadas de manipulação...
É isso....
Abraços!