quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cuba

Finalmente, após 47 anos, os países da Organização dos Estados Americanos (OEA) revogam a expulsão de Cuba. Expulsão esta, aplicada por exigência dos Estados Unidos, após a vitória da revolução cubana, contra o ditador Fulgêncio Batista, que igual ao também ditador do Chile, Augusto Pinochet Ugart gozava de simpatia do governo estadunidense.

Vale lembrar que em 2005 a Assembléia Geral das Nações Unidas condenou o bloqueio pela 14º vez por uma larga margem. Apenas três países votaram contra a resolução da ONU que pedia o fim do bloqueio norte-americano a Cuba, sendo eles: Ilhas Marshall, Israel e o próprio Estados Unidos, governado pelo então presidente George W. Bush II.

Cuba, antes da revolução promovida pelo grupo dos 81 rebeldes comandados por Fidel Castro, era o quintal dos ricos de Miami, que desconheciam o que era pedofilia, leilões de jovens virgens eram realizados como forma de manter a “boa” relação com os EUA e o ditador Batista; que de sargento foi promovido a coronel da noite para o dia, para armar a derrubada do governo de Ramon Grau San Martin.

A economia cubana era alicerçada na cultura da cana-de-açucar, ou seja, boa parte do ano, os cubanos viviam a mercê das farras promovidas pelos ricaços de Miami, pois a mão-de-obra era avulsa; digamos que a maioria do povo cubano vivia em regime quase semi-escravo, a mercê do latifúndio estrangeiro que produzia açúcar.

O mais interessante na questão da expulsão de Cuba da OEA, é que não observamos as mesmas sanções punitivas para outros governos classificados como ditadores. No Brasil, por exemplo, vivemos anos sombrios, no qual a própria liberdade buscava se ocultar nos porões do Departamento de Ordem Política e Social, o tenebroso DOPS, e nem um grito externo para derrubar o sanguinário regime da época fora dado.

Enfim, o respeito à soberania do povo cubano. Cuba merece.

2 comentários:

Innocent Dream disse...

Os Estados Unidos são uma praga mundial!! Qualquer ato (pacífico) contra é extremamente válido.

Telma disse...

Bem lembrado, mas vale ressaltar o que todos sabemos: Não são estados soberanos que defendem os interesses de seus cidadãos, são grupos econômicos defendendo os próprios interesses e alimentando o ego e a vaidade do poder público instituído. Mesmo agora, essa volta de Cuba é ao mesmo tempo que uma vitória, algo que apesar de tudo de positivo que possa representar a eleição do governo Obama, uma medida em tempos de crise, em tempos de implosão do sistema capitalista neo (ou velho mesmo) liberal... Sobre esse comentário vocês poderão pesquisar as últimas entrevistas de Dalmo Dallari sobre a questão.
Mas é uma vitória sim, e parabéns Dom Fernandito, pelos teus escritos!