quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Materializar grito

Cara(o) brasileira(o); de todas as raças, de todas as cores, e de liberdade de crença. Não consigo resolver a álgebra política do Brasil. Juro que tento. Às vezes fico imaginando, que feliz é quem se aliena dos fatos.

Eu já não consigo. Essa tal crise então, que poucos comentam os motivos geradores da quebradeira planetária, poderão ocasionar a ilusão de necessidade de crescimento acelerado, no nosso caso, o PAC, que alimenta o sonho de muitos financiadores de democracia.


Você caro eleitor, que votou em fulano, aceita ter seu voto vencido por uma legenda? Aqui é assim: o voto pertence ao partido, decisão proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral sobre a troca de partidos; pratica utilizada na maioria das vezes sob o manto da legenda.


Viu o conflito entre o legislativo e o judiciário, sobre a perda de mandatos dos políticos infiéis? Não importa, no modelo atual nada muda, com sorte piora só um pouquinho.


O presidente da Câmara, deputado do PT Alindo Chinaglia, ou se preferirem, o deputado Arlindo Chinaglia do PT, e alguns políticos da situação manifestam entender que o mandato pertence ao parlamentar, não ao partido.


O que você pensa? Já imaginou quanto custa uma eleição? Quanto os partidos custam ao Tesouro para fazerem essa beleza de democracia? Muita grana. Muita. Isso mesmo que você pensou vezes quatrocentos e oitenta e sete vezes. E quem recebe na ponta financia a política, ou se preferir, o político.


Por isso penso que a discussão não se passa somente entre esses dois agentes (legislativo e judiciário); tem o financiador, que poucos têm interesse em identificar. Informação antes obtida de forma quase simples no site do TSE.


Portanto não aceito o sigilo digital em que se encontram os financiadores privados de democracia no site do TSE.

Visitante, por favor, mande seu repúdio ao ministro do TSE. Por causa dessa ocultação de informação vou iniciar uma remessa diária de mensagem. Vamos juntos nessa caminhada. Para facilitar, é só dar Ctrl-c e Ctrl-v no rascunho "oculto" abaixo.


O Brasil precisa de você!



Exmo. Sr. Ministro Carlos Augusto Ayres de Freitas Britto


Solicito melhor acessibilidade no site do TSE para identificação dos financiadores privados de democracia.


Antes era só digitar o nome da empresa que lá constava todos os financiados, inclusive a quantia, e de qual forma se deu o financiamento. Hoje, após essa última eleição, mal sabemos o nome dos financiadores, quem dirá a quantia doada.


O principal pilar da democracia se localiza na transparência do processo eleitoral.

Um comentário:

Valéria disse...

Sabe, a gente reclama muito dos "irmãos do norte". Criticamos seu imperialismo, seus gastos absurdos com guerras desnecessárias, seu consumismo, sua pegada ecológica. Criticamos até a "democracia" que eles imaginam viver. Mas eu não sei.... Nem tudo pode ser tão ruim. Nos EUA existe uma lei que obriga a liberação de TODOS os documentos oficais e/ou sigilosos no prazo de 50 anos. Tanto faz que seja correspondência do presidente ou arquivos da CIA. Por que 50 anos? Porque é o prazo para uma geração desaparecer. É certo que podem existir "sumiços" de alguns documentos, mas esse expediente faz que ninguém esteja a salvo de algum dia ser julgado. Aqui no Brasil, temos uma democracia diferente. Nosso governo democrático e popular colocou a "mordaça" no IBGE ainda no primeiro mandato de nosso atual presidente. O IBGE só pode divulgar dados depois que os ministros disserem que "sim". O mesmo acontece com os dados do TSE e tantos outros que deveriam ser disponibilizados. Na verdade, no Brasil só se disponibiliza aquilo que interessa. Não temos "História" porque não temos. E não os temos por duas razões: A primeira é porque ninguém é obrigado a liberar qualquer documento (faz quando quer e quando é politicamente necessário e interessante). A segunda é que muitos documentos são destruídos devido ao exposto acima. Documentos relativos ao tráfico de escravos, Araguaia, ou, por exemplo, financiamento privado de campanhas. Goebbles já sabia que informação é poder. É mais interessante manter as pessoas "tateando" e sem provas do que proporcionar uma cidadania plena e informada. E, nesse silêncio, passamos os dias vendo escândalo atrás de escândalo (eu nem consigo acompanhar todos). Todos pelo "vazamento" de informações "sigilosas", que, no final das contas não podem "comprovadas" pela falta de dados ou por uma legislação que invalida acusações baseadas em dados "oficiais". Realmente nossas eleições custam caro. Realmente manter nossos partidos custa caro. Mas eu, sinceramente, não me importaria em pagar todo esse custo se pudesse,ao menos, ter acesso às informações de COMO meu dinheiro está sendo investido. É, na verdade é bem isso... Da maneira como a coisa toda está estruturada, meu dinheiro está sendo gasto e não investido. Continuamos oscilando entre a "ditabranda" e a "democradura".