sexta-feira, 30 de maio de 2014

Haiti – a ocupação terceirizada

1º de junho de 2014, dez anos da aventura intervencionista do Brasil no Haiti, comandando a Minustah (Missão das Nações Unidas para a estabilzação no Haiti), em substituição a força militar golpista composta de militares canadenses e franceses, liderados pelos EUA. Intervenção consolidada em 18 de agosto de 2014 na partida de futebol chamado “Pela Paz”, fórmula encontrada pelo Sistema para ganhar a confiança do povo haitiano.

O envolvimento do Brasil na farsa de “estabilização” do Haiti, ainda no primeiro mandato do governo Lula, ocorreu não por necessidade de socorro ao povo haitiano, mas pelo vislumbre do então presidente Lula de que “nunca antes na história (...)” se teria tamanha facilidade para ter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e oportunidade para o aprofundamento de laços comerciais com os históricos espoliadores do povo haitiano.

A cadeira permanente no Conselho não veio, e certamente não virá. O Brasil que imaginou que o laboratório Haiti pudesse oportunizar uma espécie de império emergente na América Latina ficou apenas com os dedos sujos de tanto lustrar o coturno do império estadunidense.

Enfim, passou da hora do Brasil abandonar a farsa que já consumiu bilhões do erário. Não só o povo haitiano, mas também o povo brasileiro sabe que presença da Minustah, que em vez de esperança levou o cólera, viola, segundo organizações dos direitos humanos, os princípios básicos do Direito Internacional Público, entre eles, o direito à soberania nacional.


Brazil returns home! Essa ocupação é responsabilidade dos EUA.

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