segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

1, 2, 3... Som

Acredito, que a maior façanha do homem desde o seu nascimento é a fala, a arte de se comunicar. Quando o/a neném começa a balbuciar no enrolar da língua sons incompreensíveis; para estimular tentamos imitá-lo/a, como forma de acelerar seu aprimoramento na comunicação. Quando ele/ela solta os primeiros “gu-gus” e “da-das” a alegria inicia o processo rumo ao êxtase do “pa-pa” e “mam-mam”; até o “au-au” é celebrado.

Mas essa façanha corre perigo! Nos dias atuais, em que a comunicação, nas mais variadas formas de parafernália digital se encontra ao alcance da maioria, observamos, que estamos, com os “entupidores” de ouvidos saídos dos smartphones ignorando a comunicação com o próximo, com o vizinho; embora, contudo, acessa-se todo o globo, traduzindo línguas e dialetos.


Sobre, deixo minha fértil imaginação prever que em breve, celebraremos o reencontro do homem adulto com a sua fala; profecia encontrada em pequena tira da importante obra de Simon & Garfunkel, na canção The Sound Of Silence (O Som do Silêncio), que alerta: “Tolos eu disse: vocês não sabem, silêncio é como um câncer que cresce...”.

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