quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A Lei Ficha Limpa no contexto dos levantes observados mundo afora na virada do ano - Ditaduras serviçais ao Consenso de Washington em risco


Tantas e tantos fichas sujas estão novamente imunizados pelo sagrado manto do mandato popular. Paulo Maluf, eleito deputado federal em 2010 contabilizando quase 500mil votos desfilou sua dentaria entre as cáries da imunidade parlamentar. Como explicar a absolvição de Maluf; o homem noticiado como procurado pela Interpol é nosso representante legislativo; é só ele sair da fronteira, e algemas serão fechadas em seus pulsos.
Muitos outros imundos da podre-lítica estão se rasgando de orelha a orelha; riem do projeto de lei popular Ficha Limpa. Aqui no Espírito Santo, Nilton “das ambulâncias” Baiano só precisa de uma dança de cadeiras para assumir o mandato parlamentar, na Casa de leis que tem como vice-presidente, Theodorico Ferraço, alvo de pelo menos uns dez processos administrativos, segundo informações obtidas no site http://www.excelencias.org.br/.

Maluf, Nilton Baiano, Ferraço, Sarney e sarnentos excrementos desta democracia ltda estão amparados pela vontade popular. Mesmo com a obrigatoriedade do voto, vivemos a democracia; ou não? Foi pelo voto que eles garantiram a ampliação da imunização, pois infelizmente o apelo “Ficha Limpa Já”, não foi assimilado pelo STF; que na dúvida preferiu não correr o risco de condenar um inocente, mas quem são os réus? Houvesse mais transparência por parte da justiça, por exemplo, não permitindo sigilo de justiça para improbidades administrativas já seria uma importante asséptica contribuição para desratização do cofre que guarda o erário.

O levante observado no continente Africano tem tudo pra se alastrar no planeta. O Brasil não está imune, afinal, vários vizinhos de fronteira estão experimentando novos modelos de gestão, com foco principalmente no social sustentado na defesa da soberania de exploração de seus recursos naturais. Nosso problema é que não fazemos “bom uso” uso da internet; preferimos perder horas em pornografia eletrônica digital, a participar da evolução de uma comunicação capaz de derrubar costumes medievais de dominação. Quem imaginava que a mobilização popular não fosse capaz de desestabilizar dinastias históricas, está aí o Egito, e Mubaraks é o que não faltam neste paraíso da impunidade política, chamado Brasil.

4 comentários:

História Corrente disse...

Os levantes têm sim condições pra se alastrarem pelo continente africano e seus vizinhos...

Analisando a era das revoluções, cito a Revolução Francesa como estopim pra jornada de reações por parte do povo, mesmo que liderado na maioria das vezes por quem não tem o menor interesse em torná-lo verdadeiramente partipante do movimetno político pós revolucionário. Mas sem analisar este mérito, entendo que quando um movimento começa a ser seguido por outro e outro, a tendência é sim, se alastrar e quem sabe, atingir o lado debaixo do equador...

Só que não querendo ser pessimista, acredito que um movimento aqui, por moralização por exemplo, mesmo que não seja contra o governo diretamente (pois foi eleito por maioria e democraticamente), mas contra o congresso e o senado que fazem a festa na nossa cara sem o menor escrúpulo, seria muito pacífico, o suficiente pra fazer apenas cócegas nos pilantras... já que o povo aqui tem "distrações" demais pra se preocupar com política...

Fernando de La Mancha disse...

Show, Márcia. bem vinda.
A velocidade da comunicação nos dias atuais facilitam a organição das massas exploradas pelo sistema capitalista mundo afora. Esse regime se encontra na UTI, porém, a mídia corporativa planetária ainda sonha com seu resuscitar, ou talvez, com o milagre de um novo planeta, para assim, ter mais recursos naturais para serem extraídos até a exaustão. Certamente, há fortes necessidades dos levantes atravessar o oceano Atlântico. Veja por exemplo nosso modêlo democrático, no qual o mais importante não é o número de votos alcançados, mas sim, as coligações que elegem na legenda.

Denilson disse...

Meu irmão, mais uma vez me curvo diante de suas palavras. Elas retratam, de fato, como é a política ( e os eleitores ) nessa pseudo-democracia em que vivemos. Só pra ressaltar... Vivemos num país coneceitualmente livre, "democrático". No entanto, não temos a coragem de manifestar em sua plenitude essa liberdade. Vide aumento dos paralamentares e o efeito cascata, Ficha Limpa, "aumento" do mínimo, fator previdenciário, etc. Mas quem nos furta a coragem é a mídia manipuladora das massas afins do pão e circo. Salve os gregos, franceses, tunisianos e egípcios!
Obs.: de minha parte existe um certo receio de quem está por trás da manifestacão egípcia. Afinal, lá se encontra o Canal de Suez, que poupa a navegação entre o Índico e o Atlântico, ou seja, estrategicamente importante. Tomara que seja só receio.
Um abraço!
Seu irmão caçula Denilson.

Nauta disse...

Mas te conto...
Não ignorando o mais absurdo das conspirações.
Que agora temos outro fato mundial, de maior relevância(?), que conscienciosamente irá levar uma maré de água fria nestes levantes.

Pelo menos aos nossos olhos estrangeiros.

Allah nos guarde dos bombardeios de Kaddafi e das notícias do Japão.