quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Cômpito humano

Queixamos da violência em todas as condições, dos maus tratos à idosos e crianças, ao meio ambiente, mas não nos damos conta de que a resposta para esse caos está no resgate da essência humana, perdida na busca de uma suposta felicidade externa.

Vivemos uma nova velha forma suicida humanóide. Deixamos o homo sapiens e nos encontramos na era do homo podiuns. Que compete com tudo e com todos. O Deus desse novo ser humanóide, está na mitologia greco-romana: Narciso. Ele se auto admira, não consegue enxergar que o lago é raso, por conta de identificar potenciais disputas em tudo que vê pela frente.

A cultura competitiva posta, faz essa nova espécie menosprezar os fragmentos de felicidades; desejos conquistados, a medida que vão surgido outros, logo são deixados de lado. E fica a essência humana perdida na abstração da busca nunca alcançada, pois o homem esquece de vasculhar seu próprio interior.



Depois de Aton; o Bezerro de ouro; Deus, o Criador de todas as coisas, eis o ressuscitar do deus indivíduo, Narciso, que só não acha feio o que é espelho.


terça-feira, 15 de março de 2011

Nas águas de março, lanço meu olhar da janela do ônibus sobre os municípios de Vitória e de Vila Velha

Fazia tempo que eu não via a metrópole das janelas do buzão. Por mais crítica que se possa aplicar ao sistema Transcol, gerenciado pela Ceturb-GV/Governo do Estado, afinal nem rascunho dos tais corredores exclusivos, somente obras e os temporais catastróficos para tumultuarem ainda mais a nossa imobilidade-de-todos-dias, ele conseguiu superar as adversidades da metrópole que cresce sem planejamento, sem debate, principalmente, dos gestores do aglomerado urbano da Grande Vitória; aglomerado que deu origem a Região Metropolitana da Grande Vitória, o qual incluiu (?) os municípios de Fundão e de Guarapari.

Meu destino Barra do Jucu, em Vila Velha. Ponto de embarque Av. Jerônimo Monteiro, Vitória/centro. Opção: por motivos óbvios qualquer linha que não passasse pelo terminal de São Torquato, preferência para a linha 557 com itinerário via rodovia Darly Santos com destino ao terminal de Itaparica.

No Caminho até o ponto, observo as condições de abandono da cidade que muitos gestores lhe prometeram revitalizar, contudo, permanece sendo a Geni do Chico. As obras na Praça Costa Pereira, por exemplo, desafiam a inteligência do contribuinte: quando todos pensavam que as obras iriam terminar, enxergamo-las terminando de aniquilar com a cidade, o comércio no outrora shopping aberto do centro, quase não pulsa. O desnível do calçadão em frente ao caldo-de-cana da praça é a bola da vez; lagos foram formados na superfície desnivelada, que se juntam aos tsunamis oriundos das poças das obras Cesan/Odebrechet, respigando calças e pés; alguns pés descalços, mas mesmo os calçados, encharcados.

A ameaça de temporal fez com que muitas pessoas optassem pelos transportes públicos de passageiros, o popular Transcol, afinal, fica difícil não considerar as armadilhas, muitas delas camufladas em pontos oceânicos de alagamento; meu receio estava na rodovia Carlos Lindenberg. O serviço de transportes públicos de passageiros oferecidos no equipamento ônibus, pelo menos nesse mês de março, identificado poeticamente como período das águas consegue se destacar de formas positiva, mesmo com o isolamento da população de Viana verificado no último domingo (13).

A chuva aumenta e altero minha rota para o terminal Ibes, no caminho as temidas oceânicas poças da rodovia Carlos Lindenberg; situação pior no sentido Vitória: de dentro do transcolzão observo carros de passeio em condições de naufrágio balançando nas marolas produzidas pela passagem de veículos maiores, o que já desperta à necessidade de meu retorno via 3ª Ponte. Por muito pouco passamos os pontos críticos, a ameaça ficou por conta das doenças respiratórias; no interior do veículo compactando corpos quentes aumentava a umidade por conta das janelas fechadas: bafejos em forma de nuvens fugiam de bocas diversas, misturando-se a outros neblinosos bafejos, embaçando meus óculos. Quase chegando ao terminal do Ibes, o celular responde as minhas preces: reunião cancelada por conta da chuva.

Decidido a retornar via 3ª Ponte, resolvo continuar a apreciação da gestão das cidades da janela do buzão, dessa vez em Vila velha; o trajeto escolhido: linha 606 com itinerário Santa Inês/Santa Mônica/Coqueiral de Itaparica/terminal de Vila Velha, com o propósito de utilização da linha 514 – 3ª Ponte via Beira Mar esperando desestressar com a vista de Vitória do alto da ponte. No percurso inicial, o visível abandono do município de Vila Velha, com terrenos tomados pelo lixo e mato, tornando-se celeiros dos mosquitos transmissores da dengue. Passando em frente ao Centro Universitário de Vila Velha (UVV) uma possível solução: um novo fórum está sendo construído, mas o tapume erguido impede, mesmo de dentro do ônibus, enxergar o custo da obra. E dizem que existe uma lei que obriga a instalação de placas informativas sobre obras públicas em locais de fácil visualização.

Chego ao terminal de Vila Velha, e por sorte, o ônibus que cumprirá o trajeto de retorno ao centro de Vitória já está prestes a partir. Embarco com as imagens que há tempos minha direção individual havia atropelado; perdemos grande parte de nossa percepção de gestão de nossas vidas quando nos isolamos em nossos individuais meios de transporte.

Antes de desembarcar na Av. Jerônimo Monteiro duas situações de abandono consolidam o abandono do centro: Casa Porto das Artes Plásticas, antiga sede da capitania dos portos com parte de seu reboco da fachada caído ao chão, que tristeza; mais a frente, a Fafi de tantas e tantas manifestações culturais, com seu palco externo que se transformou em estacionamento.

Que dia! Espero que o buteco do Gêge esteja aberto, preciso de uma cerveja para ajudar a descer as gestões, as quais, espero, acabem na privada.




quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A Lei Ficha Limpa no contexto dos levantes observados mundo afora na virada do ano - Ditaduras serviçais ao Consenso de Washington em risco


Tantas e tantos fichas sujas estão novamente imunizados pelo sagrado manto do mandato popular. Paulo Maluf, eleito deputado federal em 2010 contabilizando quase 500mil votos desfilou sua dentaria entre as cáries da imunidade parlamentar. Como explicar a absolvição de Maluf; o homem noticiado como procurado pela Interpol é nosso representante legislativo; é só ele sair da fronteira, e algemas serão fechadas em seus pulsos.
Muitos outros imundos da podre-lítica estão se rasgando de orelha a orelha; riem do projeto de lei popular Ficha Limpa. Aqui no Espírito Santo, Nilton “das ambulâncias” Baiano só precisa de uma dança de cadeiras para assumir o mandato parlamentar, na Casa de leis que tem como vice-presidente, Theodorico Ferraço, alvo de pelo menos uns dez processos administrativos, segundo informações obtidas no site http://www.excelencias.org.br/.

Maluf, Nilton Baiano, Ferraço, Sarney e sarnentos excrementos desta democracia ltda estão amparados pela vontade popular. Mesmo com a obrigatoriedade do voto, vivemos a democracia; ou não? Foi pelo voto que eles garantiram a ampliação da imunização, pois infelizmente o apelo “Ficha Limpa Já”, não foi assimilado pelo STF; que na dúvida preferiu não correr o risco de condenar um inocente, mas quem são os réus? Houvesse mais transparência por parte da justiça, por exemplo, não permitindo sigilo de justiça para improbidades administrativas já seria uma importante asséptica contribuição para desratização do cofre que guarda o erário.

O levante observado no continente Africano tem tudo pra se alastrar no planeta. O Brasil não está imune, afinal, vários vizinhos de fronteira estão experimentando novos modelos de gestão, com foco principalmente no social sustentado na defesa da soberania de exploração de seus recursos naturais. Nosso problema é que não fazemos “bom uso” uso da internet; preferimos perder horas em pornografia eletrônica digital, a participar da evolução de uma comunicação capaz de derrubar costumes medievais de dominação. Quem imaginava que a mobilização popular não fosse capaz de desestabilizar dinastias históricas, está aí o Egito, e Mubaraks é o que não faltam neste paraíso da impunidade política, chamado Brasil.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O fim do privado monopólio da verdade - A necessária contextualização da Regulamentação das Comunicações

Algumas considerações devemos destacar sobre a infundável defesa de liberdade de expressão da mídia corporativa, quando surge o sussurro de que as assembleias legislativas dos estados se antecipando ao necessário marco regulatório das comunicações estão buscando regionalizar a regulamentação dos instrumentos de comunicação.

O esperneio dos veículos privados acerca de instalação dos Conselhos, traduz o medo de perder o poder de manipular informações, maquiando verdades. O recente reality show no morro do Alemão (Rio de Janeiro) é um exemplo claro de que a comunicação privada busca apenas o sensacionalismo das imagens; ela não está preocupada com as causas, com as soluções dos conflitos, e tão somente, aprisionar nos efeitos o censo crítico do telespectador.

A questão da liberdade de expressão que ela agora defende, poderia ter sido defendida nos anos em que se instalou a ditadura militar (AI-5), no entanto ficou calada, o que de certa forma colaborou para a manutenção do cerceamento às liberdades individuais a época. Portanto, é falácia, essa liberdade que ela agora ecoa. Experimente fazer uso das colunas destinadas a publicar os reclames dos leitores, as famosas “Colunas de Leitores” e verá a mutilação de sua comunicação: uma censura de verdade. Lembre-se: à medida que sofremos com os serviços públicos, aumentan-se o número de propagandas institucionais, as quais levam desconhecidos valores do erário.


A bandeira de igualdade é outro absurdo: sempre quando há figuras do Sistema envolvidos em escândalos, esse mesmo poder que puxou para si a estrela de xerife da informação, do monopólio das verdades, criam as tais reportagens especiais: aqui, os envolvidos na Operação Naufrágio foram noticiados em “matéria especial”, e algumas vezes, nas páginas destinadas à política. Se fosse o Zé Pernambuco da Silva, mesmo sendo apenas suspeito, estaria com sua história e face ilustrando as páginas policiais. E o Zé desconhece a súmula vinculante que limita o uso de algemas.

Nas condições atuais de caos dos valores humanos, podemos, tranquilamente, repassar para os privados meios de comunicação grande parte da responsabilidade. Pois no geral, quem está influenciando as futuras gerações com despertar precoce para a sexualidade e a violência é essa incontrolável mídia, em especial, a televisiva, a qual apresenta programações que nada agregam de valor ao futuro do país, da humanidade, e o pior: grande parte desse lixo patrocinada com propagandas institucionais: o dinheiro público financiando nosso emburrecimento.

Estamos, nós, sociedade brasileira, muito vulneráveis a esse arsenal que dita cultura, elege ideologias, idiotas, ou grupos para se firmarem na dominação maciça de grande parte da população brasileira. Enquanto que na Europa e nos Estados Unidos é proibida a veiculação de propagandas infantis no canais abertos, aqui, o Zé das Couves e a Maria Mulata, depois de um dia inteiro de sacrifício, ao chegarem em casa são surpreendidos com o pedido do desnutrido filho que deseja um tênis que promete fazer dele um craque, igual o Ronaldinho. E o desejo de consumo fica no pesadelo de ver o filho escalado de avião do tráfico.

Os serviços de comunicações são responsabilidade do Estado, que outorga permissões, as quais devem ter um contrato contextualizado com o poder que a mídia exerce atualmente, não uma regulamentação emitida em 1962.

E permanecemos presos as verdades privadas e monopolizadas desse incontrolável poder, que não considera, principalmente, as diversidades culturais de um país com dimensão continental.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O silencioso sequestro da democracia no arquipélago das pesquisas

Não existe mal maior à democracia, à liberdade de escolha de fato, longe dos maçantes e influentes marquetings milionários, do que a divulgação de pesquisas às vésperas da eleição.

Os institutos, mais uma vez, mostraram que funcionam, a imprensa dominante também, o que não funciona ainda é a consciência do eleitor, metralhada com pesquisas especulativas, as quais têm uma missão: aniquilar a democracia com o voto in-útil.

Uma escola pública no município de Serra-ES, contrastando com as ilusórias propagandas institucionais, estava literalmente uma zona. Na entrada uma cartolina fixada com durex avisava: “Cuidado! Portão quebrado”. Dentro da "zona", além do mato que substituía um possível jardim, caras e bocas marcadas pelo voto útil desfilavam o desafio de compreensão dessa irracional competição, na qual quem sempre perde é a silenciosa maioria.

O Sistema dominante nunca ganhou uma eleição com custos tão baixos quanto esta, que visivelmente conseguiu anular os efeitos do serviço de boca de urna. Pior do que a boca de urna são as milionárias pesquisas, que arrebatam a liberdade do eleitor ter direito à dúvida até o encontro final com a máquina que não dá recibo.

Esta também foi a eleição das incertezas. Dúvidas sobre a aplicação da Ficha Limpa para esse pleito mostraram que a instância máxima da justiça brasileira, o STF, está ainda muito distante da bifurcação do caminho das certezas populares. A veiculação de propagandas de candidaturas indeferidas causando conflitos na escolha do eleitor e a falta de publicização sobre a apuração das denúncias supostamente enviadas ao TRE-ES contribuíram ainda mais para crescimento da legião dos indecisos, envolvida no apelo do voto in-útil, ocultado nas manchetes da mídia que não consegue enxergar o rombo no cerne da democracia, que é a liberdade de escolha.

Nesta eleição a principal materialização de repulsa ao ilusório processo eleitoral que aí se encontra foi marcada pelo povo paulistano ao apoio à candidatura do Tiririca, o segundo deputado federal mais votado na história da hipócrita democracia brasileira, antes dele, o Enéias. Mais do que promessas de campanha, o paulistano demonstrou com o protesto que quer mesmo é se contorcer de rir no picadeiro da sacanagem oficial, porém os palhaços de fato somos nós, os indecisos, alvo principal das pesquisas eleitorais.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O povo quer e deseja Ficha limpa já!

Quase 250 postulantes à mandatos eletivos nas eleições de outubro de 2010 no Brasil já tiveram suas candidaturas barradas, contudo, o espectro da impunidade ainda paira sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), que deve votar bem próximo das eleições do dia 3 de outubro os recursos dos barrados fichas sujas. A instância máxima do judiciário brasileiro, segundo noticiam alguns alternativos veículos de comunicação eletrônica, vem recebendo inúmeros recursos de candidatos(as) banidos no processo.

Duas peças estão sendo utilizadas nos recursos apresentados: à inconstitucionalidade da Ficha Limpa e de sua aplicação para o pleito de 2010, pois alguns pensamento jurídicos manifestam que a aplicabilidade da lei só valeria para o pleito de 2014.

O cenário atual é temeroso, tendo em vista a divisão dos ministros que compõem o Supremo Tribunal Federal; uns defendem a imediata aplicação da lei, já outros, somente para o pleito municipal de 2014. O STF está para julgar a constitucionalidade da Ficha Limpa a qualquer momento. A sociedade brasileira precisa agir rápido, e deixar claro para os ministros guardiões da lei que temos necessidade da imediata aplicação da lei no país dos mensalões e das cuecas recheadas.

A democracia brasileira, depois da rapidez na apuração dos votos, tornou-se vitrine para o mundo; agora pode marcar uma melhor presença com a necessária efetivação da Ficha Limpa já!. Lei aprovada graças ao esforço da sociedade brasileira que deposita a esperança contra a malversação de utilização da máquina pública.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal precisam entender que o povo não deseja que a corrupção continue a sombrear os ambientes públicos Brasil afora. Ficha limpa já.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Veneno na mesa - O Brasil atualmente é o campeão mundial no uso de agrotóxicos


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Dois mil e nove foi considerado um ano sinistro para a saúde do brasileiro. Segundo a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o brasileiro consumiu em média 3,7 quilos de agrotóxico, percentual retirado das 713 milhões de toneladas comercializadas por cerca de seis transnacionais que controlam toda a cadeia produtiva.
Relatórios recentes da Anvisa vem sendo criticado pelo lobby do agronegócio. Nos relatórios constam que 15% dos alimentos pesquisados apresentaram taxas de resíduos de veneno que põem em risco a já fragilizada saúde do povo brasileiro, destaque para o tomate, o arroz, a batata, a cana-de-açúcar e as hortaliças. 
O Censo Agropecuário de 2006, constatou que 56% das propriedades rurais no Brasil usam venenos sem assistência técnica, e uso indiscriminado desse material altamente nocivo aos diferentes ecossistemas (bioma) afetam diretamente a qualidade de vida, tanto no campo, quando nos centros urbanos, destino da produção agrícola.
O Brasil atualmente é o campeão mundial no uso de agrotóxicos; conseguiu inclusive bater o recorde de 2008, dobrou o consumo dos venenos, rotulados de defensivos agrícolas na lavoura.
O endosulfan, veneno proibido em mais de 45 países, incluindo a União Européia que proibiu sua comercialização há mais de 20 anos, permanecerá liberado no Brasil até o ano de 2013. O veneno age no sistema nervoso, causando danos irreversíveis ao homem. Um acidente ocorrido em 2008, no Rio de Janeiro, resumido no derramamento de “apenas” 1,5 litros de endosulfan no rio Paraíba do Sul, prejudicou cerca de doze milhões de pessoas.
Enquanto 2013 não chega, o jeito é se banquetear com os alimentos selados com o crânio e as duas tíbias cruzadas; brindemos a falta de responsabilidade do governo federal, com relação à comercialização e a fiscalização dos venenos aplicados em nossos alimentos.

Fábio Porchat - Pega a visão

Reforçado pelo brilhante e esclarecedor vídeo do ator Fábio Porchat, Revelando: Grandes igrejas, Master negócios . Resolvi, diante da urgênc...