A vida do povo brasileiro não está para
brincadeira. Pensava em escrever alguma coisa, para, sei lá, levar esperança,
mas são tantos absurdos que me perco no começar facilitando o desânimo acampar
na planície da fé. Assistimos entorpecidos de covardia ao maior desmonte da
pátria Brasil, ao sequestro de riquezas para garantias de desenvolvimento de
gerações futuras; o gigante, mas nanico Brasil se transformou em uma máquina de
produzir pílulas de maldade contra gerações futuras sob olhares plácidos do
povo.
Anestesiados observamos à mais cruel
desnacionalização de nossas riquezas e não vislumbramos reação por parte das vítimas
dessa crueldade, o povo brasileiro, o qual foi envolvido em uma trama
internacional de dominação por meio da divisão. Os traidores seguiram à risca a
receita do imperador César: divite et
impera (Dividir para reinar/dominar). Estratégia também citada por Nicolau Maquiavel no livro: A Arte da Guerra. A Técnica é simples. Ela se baseia ao controle que
o soberano possui sobre a população, ou facções de interesses diferentes, e que
essas juntas poderiam se opor ao seu governo. Dividindo, não há entendimento do
mal posto. E depois do mal consolidado, basta lembrar Immanuel Kant , em Paz
perpétua (esboço filosófico) fac et excusa (agir agora e pedir desculpas
depois).
Particularmente eu gostava de
acompanhar a caminhada do almirante Othon Luiz pinheiro com nosso genuíno submarino nuclear; o fortalecimento de nossa indústria naval; a anunciação da
descoberta do petróleo do pré sal, mesmo com eles falando que o custo de sua exploração
não compensaria; o nosso “silenciado” nióbio. E, de repente, o desmonte do Brasil
sob o frágil argumento de que estão combatendo a corrupção.
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O nacionalista almirante Othon |
O almirante Othon, preso, ninguém se
lembra mais dele; o petróleo do pré sal hoje com produção superando o do pós
sal, sendo carregado pra fora, e de quebra o governo entreguista do patrimônio
nacional ao capital estrangeiro aprova renúncia fiscal que beira 1 trilhão às
empresas estrangeiras que vão explorar o nosso petróleo. Não há somente entrega
de recursos e de patrimônio estratégico: a mão de obra do povo brasileiro
também foi para a xepa da traição: a Reforma Trabalhista aprovada com a
desculpa de modernização nas relações, nos fez retornar a uma espécie de
senzala do século XXI.
Queria muito poder encontrar inspiração
para escrever. E por meio do meu ajuntar de letras, que alguém lesse, reproduzisse,
ou que ao menos refletisse; brigasse, debatesse; apoiasse ou criticasse. Não.
Parece que todos estão absortos e de certa forma conformados de que aqui nos encontramos
para o martírio, pois aos resignados, os de bom coração estará reservado o
Paraíso. Sim... conheço um monte de gente que foge da luta dizendo que os maus
prestarão contas quando morrer, e os que sofrem por ações dos homens maus
herdarão o céu. Interessante é que todos têm medo da morte.
Os maus tudo bem, afinal terão que
prestar conta ao Juiz das galáxias, mas o bom não deveria ter medo da morte,
afinal sua resignação é quase passaporte garantido para alcançar o Paraíso. E,
portanto, deveria estar na luta, não se permitindo silenciar-se quando em
confronto com o mau, afinal, quem se cala diante da maldade, é de certa forma
cúmplice, certo? Sendo assim, não teria direito ao passaporte. Valendo lembrar
que a maldade encontra abrigo no silêncio dos bons.
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Plataforma de exploração do petróleo pré sal |
Preocupa-me muito estes próximos giros
da Mãe Terra, principalmente aqui no Brasil, aliás, no mundo. Vemos o fascismo
flertando com o totalitarismo em continentes diversos com crises ardilosamente
arquitetadas. Alguns loucos arriscam se tratar dos efeitos produzidos por um certo
clube Bildeberg. Lembro-me de ter lido algo semelhante em 2000 na revista Caros
Amigos, foi na entrevista do delegado Francisco Garisto, que no conteúdo trazia
um certo Comando Delta, uma espécie de tribunal internacional que produzia
presidenciáveis. Face à ausência de candidatos expressivos que representam e
defendam os interesses da direita pós golpe jurídico/parlamentar não creio que
veremos fumaça branca saindo da chaminé do TSE em 2018, prolongando o caos
promovido pelos traidores golpistas; a não ser por meio da união do povo. Lula, em
todos os cenários se encontra imbatível ao pleito de 2018, e não é à toa. O
Brasil em seu governo alcançou índices de crescimento socioeconômico de
destaque global; chegamos a superar o Reino Unido em crescimento, mas a
efetivação de sua candidatura é cercada de incertezas, não pelo rito normal do
processo democrático, ou seja, pela vontade da maioria, mas pela aguardada
definição de três desembargadores... Receio de que estamos nos aproximando aqui
no Brasil de um período semelhante ao filme de Mel Gibson - Além da Cúpula do
Trovão.
Carrego ainda uma caixa de fósforos,
mas não sei se serão suficientes para produzir a centelha nessas trevas do
golpe. Se ao menos eu pudesse escrever...Só queria escrever. Escrever para você
que somos brasileiros de fibra, e que se tem luta, estamos dentro, em pé; pois
se ficarmos de joelhos como nos encontramos, eles logo nos colocarão
rastejantes.
Você que leu até aqui, Feliz Natal! Que
a mensagem libertadora de Jesus Cristo, libertário, alcance os corações de
todos, trazendo união e compreensão de que aqui é também o Paraíso. Para isso basta
cada um olhar o outro como irmão em Cristo, desejando ao próximo o que almeja para
si. E que o ano de 2018 seja um ano de respeito às decisões do povo, pois dele,
como prega nossa Carta, emana todo o poder.